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Mas afinal o que é a política?
Sábado, Fevereiro 9, 2019

Caro leitor, o tema que hoje dedico a esta crónica, sendo algo subjetivo, despertou-me grande interesse, numa lógica de avaliação da política Taipense nos últimos 15 meses em que, confesso, fiquei com mais dúvidas do que certezas sobre o que é a política, ou pelo menos, sobre o que devia ser.

Assim, depois de algum estudo e não querendo maçar-vos com grandes terminologias da história e das ciências políticas, pude constatar que a política, numa análise primária, deveria servir um, e apenas um, propósito: a evolução da sociedade e a consequente melhoria das condições de vida dos cidadãos, o que, convertido para os decisores políticos, nos diz que estes devem tomar decisões com o objetivo, e a consciência, de que estão a tomar decisões para toda a comunidade e com o interesse público acima de tudo.

Num segundo plano, não tão básico e cru como o anterior, podemos considerar que na verdade somos todos, enquanto cidadãos, homens políticos, e que a prática política deve ser usada para que toda a comunidade possa ser absorvida na prossecução de uma sociedade cada vez melhor, em que cada um, com as suas competências, possa participar para o bem comum. Para atingir essa espécie de ideal político, os decisores devem aproveitar e potenciar todos os recursos existentes na sua comunidade e conseguir a melhor ligação com/entre elas para que a sociedade, como um todo, saia a ganhar a prática política e, no final, a sociedade.

Numa livre compilação a que me permito, caro leitor, a política é então a arte de trabalhar em prol da comunidade e arte de colocar a comunidade a trabalhar em prol de si mesma.  

Transportando agora, como prometido, esta avaliação para o campo político da nossa Vila podemos chegar a uma triste, mas verdadeira conclusão em que a última assembleia de freguesia é o seu expoente máximo!

Tivemos oportunidade de ver a oposição a tentar vetar, outra vez, a transferência de verbas da Câmara Municipal para as Taipas. Neste caso a oposição não votou a favor da vinda de dinheiro para as Taipas para a manutenção do Parque de Lazer, sem o assumirem frontalmente e arranjando expedientes processuais para justificar o que lhe custa ver: a resolução de um problema que vai ser resolvido: a manutenção que o Parque de lazer merece.

Temos o Partido Socialista a fazer política, e o PSD a fazer exatamente o seu contrário. Temos o Partido Socialista a defender o interesse público e o PSD a tentar sabotar o interesse público.
Enfim… Temos o Partido Socialista a fazer tudo pelas Taipas e o PSD a fazer tudo…pela sobrevivência do PSD.