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Maio termina com o I Festival de Canto Lírico de Guimarães
Maio termina com o I Festival de Canto Lírico de Guimarães
Terça-feira, Maio 22, 2018

O final do mês de maio será o tempo de ver nascer o I Festival de Canto Lírico de Guimarães, uma iniciativa da Associação Artística Vimaranense (ASMAV) e a Câmara Municipal. Vai passar por três locais diferentes e contará com uma Gala de Ópera, protagonizada por Elisabete Matos e Orquestra do Norte.

Decorre entre 31 de maio e 03 de junho a nova proposta cultural da agenda vimaranense. O I Festival de Canto Lírico de Guimarães arranca com um concerto na praça – Voz para Quatro Cordas (solista Marisa Oliveira e quarteto composto por Filipe Abreu, Mara Figueiredo, Emídio Ribeiro e Carina Albuquerque) – pelas 18h30, no Largo de Donães.

A 01 de junho, pelas 21h45, o Paço dos Duques recebe a Gala de Ópera, com Elisabete Matos a ser acompanhada pela Orquestra do Norte. A direção do concerto está a cargo de Ferreira Lobo. No dia seguinte, à mesma hora e no mesmo local, está marcado o Concerto Coral Sinfónico. Segue-se a Cantata Agnóstica com os solistas Sílvia Sequeira, Alexandra Moura, Vítor Sousa e Luís Rendas Pereira. Presença ainda da Orquestra do Norte e do Coro Sinfónico Inês de Castro. A direção do concerto é de Ferreira Lobo e a direção do coro de Artur Pinho Maria.

O evento termina a 03 de junho com a iniciativa Música no Museu, pelas 18h00, que versará sobre O Clarinete no Canto Lírico: “Áreas de Ópera para clarinete”. Os eventos agendados para o Largo de Donães e para o Museu Alberto Sampaio são de entrada livre. As iniciativas que decorrem no Paço dos Duques, nos dias 01 e 02 de junho, têm um valor único de cinco euros.

Francisco Teixeira, presidente da ASMAV, afirma que o Festival serve para deixar “lastro na reflexão sobre a poesia lírica e o canto lírico”, numa iniciativa que se pretende solidificar de forma a integrar permanentemente a agenda cultural vimaranense.

Adelina Pinto, vereadora para a área da Cultura da Câmara de Guimarães, disse, durante a apresentação do festival que decorreu esta terça-feira, 22, que se trata de “algo que não existia no mapa cultural vimaranense e daí ter aceitado desafio”. “A grande riqueza [de Guimarães] não se situa só n’A Oficina ou no grande programa cultural da Câmara mas também com associações ricas para um programa mais abrangente”, defendeu a responsável, frisando a necessidade de “a Câmara ser sempre parceira, trabalhando conjuntamente com associações”.

Foi com este argumento com que a vereadora defendeu um investimento entre os 25 mil e os 30 mil euros, sem contar com a verba necessária para os espaços e apoio logístico, num festival que não estava cabimentado no orçamento de 2018 e que foi trazido pela ASMAV no decorrer deste ano. Adelina Pinto frisou que a Câmara não queria “obstaculizar” a realização de um evento que considera importante, daí “o esforço financeiro” que prevê. Além do contributo da Câmara, a ASMAV deverá contribuir com cerca de seis mil euros para a realização do I Festival de Canto Lírico de Guimarães.

A vereadora assinalou ainda que o evento encontra “o desígnio cultural de não estar apenas nos espaços prováveis mas também nos espaços improváveis. É assim que se desafia as pessoas a estarem nos eventos”.