Luís Soares: “A Junta de Freguesia está acima de qualquer interesse partidário”
Luís Soares: “A Junta de Freguesia está acima de qualquer interesse partidário”
Quarta-feira, Novembro 8, 2017

Luís Soares é o sexto presidente da Junta de Freguesia de Caldelas registado no período democrático iniciado com o 25 de Abril de 1974. Nesta sua primeira entrevista como presidente de Junta mostra um discurso tranquilo, mas determinado.

O resultado eleitoral não deixou dúvidas quanto às escolhas dos taipenses. Qual é o comentário que faz à vitória da lista que liderava?
O resultado é esclarecedor, do ponto de vista daquilo que os taipenses entendem que deve ser o futuro dos próximos quatro anos, seja naquilo que é a mudança que nós propúnhamos, seja das propostas que levamos a sufrágio. O resultado foi muito positivo para o PS e confere toda a legitimidade para levar à prática o mandato. Este resultado confere-nos também um alto grau de responsabilidade.

Sobre a dupla função que passa a exercer, vai ser mais deputado da Assembleia da República ou mais presidente da Junta de Freguesia? Como vai conciliar essas duas funções, tendo presente que uma é em Lisboa e outra em Caldas das Taipas?
Já me disseram na Assembleia da República: “Agora não te esqueças que és presidente de Junta de Freguesia”. Respondi: “Eu não posso esquecer é que sou deputado”. Isto para dizer que o meu compromisso com a vila de Caldas das Taipas é firme, não é um compromisso a meio-tempo. Para exercer este compromisso terei que abdicar do meu tempo pessoal e não do meu tempo enquanto deputado. O tempo será repartido entre as minhas funções de deputado e as minhas funções como presidente de Junta.

Como será a gestão da Junta durante a sua ausência na Assembleia da República?
Será importante dizer que nunca tivemos um presidente de Junta a tempo inteiro. Os anteriores presidentes de Junta não estavam a tempo inteiro, tinham a sua profissão. Teremos um horário de atendimento, tanto diurno como noturno, onde as pessoas podem encontrar o presidente para a resolução dos problemas.

Como é que está a correr o processo de tomada de conhecimento do “estado” da Junta?
Já tivemos uma reunião de transmissão de tarefas. Há dossiês que sabíamos que tinham matérias complicadas e que exigirão um conhecimento aprofundado, no sentido de definir a estratégia.

Quais são esses dossiês?
Por exemplo, a gestão da feira semanal, o contrato estabelecido com a ADIT para a exploração e concessão da Pensão Vilas, o funcionamento do posto dos CTT e o contrato de empreitada na rua do Tojal. Depois há todas as questões relacionadas com a situação financeira da freguesia.

Entrevista de Alfredo Oliveira com Catarina Castro Abreu

Leia a entrevista na íntegra no jornal Reflexo de Novembro de 2017.