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Luís Soares espera construir programa “dos taipenses e para os taipenses”
Luís Soares espera construir programa “dos taipenses e para os taipenses”
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Sábado, Maio 6, 2017

Candidato socialista apela à participação cívica de todos os taipenses para a elaboração do programa eleitoral. Garantiu que não se quer comprometer com projetos megalómanos e quer trabalhar em colaboração com as freguesias vizinhas e com a Câmara Municipal de Guimarães.

O candidato para as eleições de 1 de Outubro, do Partido Socialista para a freguesia de Caldelas, apresentou a sua candidatura, dando assim o ponta-pé de saída da sua pré-campanha eleitoral. A apresentação decorreu no pavilhão multiusos da Escola Secundária de Caldas das Taipas, na noite de sexta-feira, 5 de Maio.

A plateia era composta sobretudo por militantes e dirigentes do partido, sendo de notar a presença de uma grande parte dos elementos da concelhia vimaranense. Na primeira fila, estiveram também ex-autarcas socialistas da Junta de Freguesia de Caldelas, como Domingos Maia, Carlos Remísio e Mário Dias de Castro. De resto, foi com os simpatizantes que completavam a sala que o candidato foi recebido em ovação.

Em cerca de trinta minutos, Luís Soares proferiu um discurso em que apelou, por mais que uma vez, à união de todos os taipenses e à necessidade de uma “capacidade coletiva de cidadania”. Foi também uma intervenção em que optou por não hostilizar outras forças políticas, numa altura em que ainda não se conhecem oficialmente outros candidatos. Em suma, prometeu inverter aquilo a que chamou de postura de discursos conflituosos – “uma agressividade que não levou a lado nenhum”, disse.

Os presentes na sala empunhavam bandeiras com o brasão e as cores da vila de Caldas das Taipas. Não se viam bandeiras do Partido Socialista, nem se gritou por uma única vez a sigla do partido, contrariamente ao que é costume nestas circunstâncias. Tudo era direcionado para a figura do candidato.

Luís Soares lançou o desafio de recuperar a identidade coletiva de “uma vila-jardim, um encanto do Minho, plantado à beira do Ave”, vincando a ideia de Caldas das Taipas como centralidade e garantiu que quer trabalhar em conjunto com os autarcas das juntas de freguesia vizinhas.

Avançou com dois compromissos caso seja eleito presidente. Primeiro, garante que quer ser um presidente presente e próximo dos taipenses. A acumulação com a qualidade de deputado na Assembleia da República não será um problema, garantiu ainda o candidato socialista. A segunda garantia que deixou foi que abdicará da remuneração a que terá direito como presidente da junta porque, explicou, “não quero e felizmente não preciso de receber um único cêntimo da nossa freguesia”.

No futuro imediato, Luís Soares anunciou que irá iniciar os trabalhos daquilo que será o programa eleitoral da sua candidatura. Um programa que deseja participado por todos os cidadãos, de forma que o documento represente “um programa dos taipenses e para os taipenses”. Prometeu ainda um documento partilhado pela Câmara Municipal de Guimarães, “porque há intervenções que são urgentes, mas que dependem do apoio da Câmara Municipal”.

Neste domínio, salvaguardou que não avançará com “promessas megalómanas”, tocando ao de leve, sem nunca o referir explicitamente, no negócio da Pensão Vilas, para o qual foi recuperada a adjetivação de “negócio ruinoso”. Esta foi, de resto, uma das poucas referências que Luís Soares fez à atual administração da Junta de Freguesia de Caldelas.

Além da união, outra tónica da intervenção foi o desafio lançado aos presentes para “apregoar um novo caminho”, porque “lá fora há quem nos queira dividir”.

Aproveitou a presença de Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães e candidato à autarquia do concelho nas mesmas eleições, para lançar as bases de um trabalho que defendeu ter que ser feito em conjunto –  “não é possível atingir o desígnio de Capital Verde europeia, sem resolver o problemas da nossa vila”, referiu a este respeito.

Antes de Luís Soares ouviram-se intervenções de Armindo Costa e Silva, líder da concelhia do PS, em Guimarães; Joaquim Barreto, dirigente distrital do partido; e Ricardo Costa, vereador municipal. Para o final ficou Domingos Bragança, que justifificou o atraso por motivos de agenda, tendo apenas assistido à parte final do discurso de Luís Soares.