PUB
Livro “Criaturas do Planeta Azul” apresentado na Biblioteca Raul Brandão
Livro “Criaturas do Planeta Azul” apresentado na Biblioteca Raul Brandão
Sexta-feira, Fevereiro 8, 2019

O livro surgiu a partir do fascínio da autora pelo mundo marinho. Será apresentado no sábado, 9 de fevereiro, às 11h30, na Biblioteca Raul Brandão. “Criaturas do Planeta Azul” é o livro de estreia da autora vimaranense.

Os oceanos, que cobrem a maior parte da superfície terrestre, escondem uma quantidade infindável de segredos. Algumas das características menos conhecidas dos animais marinhos foram compiladas pela autora vimaranense Cristina Araújo, no livro “Criaturas do Planeta Azul”.

As várias ilustrações do livro, representando algumas espécies existentes nos nossos oceanos, são acompanhadas por pequenos apontamentos, para que de forma simples se possam ficar a conhecer características peculiares da fauna dos oceanos.

Falamos com a autora e ilustradora do livro que será apresentado na Biblioteca Raul Brandão, em Guimarães, no próximo sábado, 9 de fevereiro.

Como descreve o seu percurso e de que forma chegas ao gosto pela ilustração?
Desde que me lembro sempre gostei de desenhar. Acho que desde pequena era uma das coisas que mais fazia e em que mais me concentrava. Ao crescer mantive sempre esse gosto e sempre o fiz nos meus tempos livres. Sou licenciada em Design de produto, onde existe um desenho mais técnico, mas na realidade o meu interesse em geral sempre foi a parte criativa.

O fascínio pela vida marinha provém de onde?
​Eu gosto de todo o tipo de animais, no entanto fascina-me mais a vida marinha por ser mais desconhecida e porque nos fornece muito mais do que nós pensamos. Intriga-me pensar que os oceanos ocupam cerca de 70% do planeta e a percentagem que conhecemos do fundo marinho é tão mínima que até o solo lunar é mais conhecido aos humanos. Às vezes penso que o mundo subaquático é mesmo um mundo à parte.

Como é que essas sensibilidades (ilustração e fauna marinha) se congregam para chegar a este livro? Como surge a ideia e como foi o processo?
​Acho que se pode dizer que é uma junção dos meus gostos pessoais, a ilustração e essa vida marinha. A ideia nunca foi fazer um livro. Foi tudo despoletado pela série “Blue Planet” da BBC Earth e por uma altura em que tinha mais tempo livre. Posso dizer que sou fã da série, que tem duas “temporadas” com uma diferença de alguns anos, e acho incrível a tecnologia utilizada, a qualidade da imagem, o quão longe e profundo conseguem chegar e as descobertas que fizeram. Conseguia imaginar-me ali. E assim comecei a desenhar todas as criaturas que apareciam na série e a acompanhar com curiosidades que eu não conhecia e que acredito que a maior parte das pessoas desconheça. No final tinha de facto uma coisa que parecia um livro e ao começar a mostrá-lo tinha um feedback muito positivo e começaram a indicar-me caminhos para chegar aqui.

O livro tem uma vertente de sensibilização ambiental. Porque sentiu importante abordar o tema?
​Porque para além da beleza que vejo nos oceanos, sei que também existe a parte triste e real que muitas espécies enfrentam todos os dias e cada vez mais, por causa dos humanos. É uma coisa que sinto muito e sou bastante sensível a isso. Senti importante abordar o tema porque acho mesmo necessário sensibilizar as pessoas para várias coisas que se estão a passar. Acho que não é falado o suficiente e acho que há dificuldades e problemas que vão ter repercussões em nós e não falta muito tempo. As nossas ações têm de facto consequências no nosso planeta.

Onde é que os interessados poderão encontrar o livro, há mais apresentações agendadas?
​Neste momento o livro encontra-se à venda na FNAC Guimarães, sendo que já está a ser acordado, com outras lojas do país, possíveis datas de apresentações e colocação do livro à venda. É seguro que irei apresentar o livro para agrupamentos de Escolas e outras coisas que surgirão no Dia Mundial da Criança.

E projetos futuros, algum em mente?
​Quero usufruir deste projeto que sinto que ainda há muito para fazer e ideias a explorar relacionadas com ele. Até porque não se concentra só num livro e existe já uma página no Facebook e Instagram onde vou partilhando novas curiosidades e ilustrações que não se encontram no livro. Por outro lado, se surgir uma oportunidade de me envolver num projeto deste género, acho que não consigo dizer que não.