Juntos por Guimarães assume-se como coligação “despartidarizada”
Juntos por Guimarães assume-se como coligação “despartidarizada”
Segunda-feira, Maio 22, 2017

No momento em que a Coligação Juntos por Guimarães divulgou a integração de uma outra coligação que concorreu às autárquicas de 2013, a “Espírito de Guimarães”, composta por PPM e PPV-CDC, André Coelho Lima anunciou que a candidatura que lidera é “despartidarizada e aberta a todos os movimentos”.

Em conferência de imprensa realizada esta manhã, 22, a coligação Juntos por Guimarães anunciou a integração da coligação “Espírito de Guimarães”, liderada em 2013 por Luís Botelho, e que é composta pelo Partido Popular Monárquico (PPM) e o Partido Cidadania e Democracia Cristã (PPV-CDC). Nas ultimas autárquicas, este movimento teve 1% para a Câmara e 1,2% para a Assembleia Municipal. Ou seja, somando o número de votos da coligação Juntos por Guimarães e da “Espírito de Guimarães”, o PS não teria maioria absoluta.

Mas, nas palavras de André Coelho Lima, candidato da coligação Juntos por Guimarães à Câmara, esta adesão “não é apenas uma integração de partidos, muito para além da soma aritmética dos partidos presentes”. “Demonstra a capacidade agregadora e a capacidade de conseguir aderir e fazer aderir [por parte da coligação Juntos por Guimarães] movimentos que têm diferenças mas que, sobretudo, complementam o movimento que apresentamos para Guimarães”.

André Coelho Lima reforçou que se trata de uma “coligação despartidarizada e aberta a todos os movimentos que a queiram integrar”, concluindo que é um “apelo que se transforma em desejo de sermos capazes de transmitir esta abrangência de tal forma que os movimentos que existem e que venham a existir, demonstra que esta é uma coligação por Guimarães”. Garantiu ainda que esta adesão de outros movimentos à coligação Juntos por Guimarães ainda não está plasmada nas listas e que isso “não é uma preocupação”.

Antes de André Coelho Lima, falou o presidente da concelhia do PSD, César Teixeira. Agradeceu a adesão da “Espírito de Guimarães”, vincando que “quase 30 anos após a primeira vitória do PS impõe-se uma mudança de rumo para a nossa cidade e para o nosso concelho”. Já Orlando Coutinho, presidente da concelhia do CDS-PP, disse estar convicto de que “este é um movimento crescente” com a adesão muitos cidadãos independentes que têm vindo a aproximar-se da coligação Juntos por Guimarães”. “Isso dá-nos a alegria suficiente para esta campanha eleitoral”, resumiu.

António Meireles, do PPM, diz ver na coligação Juntos por Guimarães “um projeto galvanizador de futuro para todos nos vimaranenses que importa apoiar”, enquanto Luís Paiva, do PPV-CDC, sublinhou que “se dúvidas existissem, elas dissipar-se-iam quando André Coelho Lima decidiu afirmar Guimarães como a terceira cidade de Portugal”. “Alguns dirão que é um objetivo ambicioso e quiçá não exequível. Nós com o “Espírito de Guimarães” acreditamos e queremos fazer parte dessa construção”, resumiu.

Neste momento a Coligação Juntos por Guimarães é composta por quatro partidos: PSD, CDS-PP, PPM e PPV-CDC. O MPT, que correu coligado em 2013 com a JpG, ainda não formalizou a sua adesão, decisão que estará para breve.