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João Pedro Vaz rende José Bastos n’A Oficina
João Pedro Vaz rende José Bastos n’A Oficina
© Ivo Rainha
Quinta-feira, Janeiro 25, 2018

A saída de José Bastos e de Frederico Queiroz d’A Oficina foi conhecida esta manhã, à margem da reunião de Câmara. Ao ex-vereador da Cultura e, até fevereiro próximo, diretor artístico desta entidade rende João Pedro Vaz, anunciou esta tarde em comunicado aquela régie-cooperativa municipal.

Instado pelo vereador da Coligação Juntos por Guimarães, Ricardo Araújo, a comentar os rumores de um mal-estar dentro d’A Oficina, com a sobreposição de funções resultantes do regresso de José Bastos à direção da cooperativa municipal, Domingos Bragança disse, em reunião de Câmara que era “possível que haja saídas e entradas” e que as mesmas até eram “salutares”. O presidente da Câmara confirmou a saída dos dois diretores d’A Oficina no final da reunião do executivo, aos jornalistas.

O edil afirmou que “as saídas dos diretores são normais, por vontade deles, por terem outras ambições”, sublinhando que se trata de “uma saída e não de uma demissão”. Mas assinalou ainda que “se saíssem por discordância com a vereadora da Cultura também estava bem: É a vereadora da Cultura que dirige a Oficina e quem estiver em divergência com as orientações da vereadora, é assim que deve ser feito”.

Entretanto, em comunicado emitido esta tarde, A Oficina anuncia o nome de João Pedro Vaz para diretor artístico. “Esta alteração surge na sequência do pedido de saída de José Bastos, que ocupa atualmente o cargo, para abraçar novos desafios profissionais. A solução encontrada para a Direção Artística da cooperativa [João Pedro Vaz] corresponde à visão de política cultural prosseguida ao longo dos últimos anos e aos desafios que a Câmara Municipal, a Oficina e Guimarães têm pela frente”.

Sobre Frederico Queiroz, atual Diretor de Planeamento e Controlo de Gestão da cooperativa, “a sua substituição está neste momento em equação, havendo lugar a novidades sobre o tema para momento oportuno, procurando encontrar uma solução que corresponda ao crescente grau de exigência daquela estrutura”.

Adelina Paula Pinto, presidente d’A Oficina, no mesmo comunicado, esclareceu que “estas substituições se prendem única e exclusivamente com os motivos pessoais apresentados por ambos os diretores, que pretendem abraçar novos desafios, considerando que existe uma relação profissional e pessoal de grande estima e consideração mútuas”.