PUB
“Isto tem de mudar”, defendeu Cândido Capela Dias na Festa da Fraternidade
“Isto tem de mudar”, defendeu Cândido Capela Dias na Festa da Fraternidade
Alfredo Oliveira
Terça-feira, Julho 11, 2017

O candidato da CDU à Junta de Freguesia de Caldelas apelou ao voto na coligação que lidera afirmando que, “cada voto a menos na CDU é um voto a mais nas negociatas, é um voto a favor da ambição carreirista. Não votar CDU dá deputados instrumentalizados”.

O candidato da CDU, num discurso forte em termos políticos, criticou duramente a atual gestão da Junta de Freguesia, afirmando que, “há 12 anos que ouvimos promessas irrealistas, demagógicas porque em desacordo com as leis e as competências de uma junta de freguesia”.

Advogou uma mudança no executivo, pois “as pessoas estão cansadas de esperar pela obra que não vem, estafadas de esperar pela despoluição do rio, fatigadas de esperar pela reabilitação da Praia Seca”, acrescentando que, “isto tem de mudar, porque a gestão corrente é estúpida, perdulária em festas, festanças e festinhas, feiras e feirinhas, excursões e passeios, mas forreta em apoios sociais e desumana com os trabalhadores ao serviço”. Não se esqueceu do caso da Pensão vilas, referindo que se tratou de “ato de incompetência”, por se ter comprado um prédio “sem dinheiro nem crédito e sem garantia de apoios da Segurança Social, para fazer dele um Lar para Idosos”.

Advogou a mudança, mas alertou que “nem todas as mudanças servem”, pois, como acrescentou, “é preciso evitar fugir da fritadeira e cair no caldeirão”.

Capela Dias referiu ainda que o programa da CDU passará pela defesa de “um plano de pormenor para a frente ribeirinha”, pela reivindicação junto da Vimágua “do saneamento a 100%”, por “uma alteração radical no trânsito e mobilidade, redefinindo percursos e estacionamentos de forma equilibrada que sirvam moradores, comércio e visitantes”, não permitirá “o atravessamento da vila por viaturas pesadas de mercadorias ou de passageiros” e ainda por “conceber e realizar uma ligação alternativa à sede do concelho”, bem como a defesa de horários mais alargados de transportes urbanos.

Esta intervenção ocorreu na noite de 8 de julho durante a realização da 12.ª edição da Festa da Fraternidade de Caldas das Taipas, que juntou ainda Torcato Ribeiro, candidato à presidência da Câmara Municipal de Guimarães e Mariana Silva, candidata da CDU à Assembleia Municipal de Guimarães.

Mariana Silva, na sua intervenção, foi estabelecendo um paralelo entre o concelho e a vila de Caldas das Taipas, apontando que é objetivo da CDU “construir um concelho mais justo, mais equilibrado e ambiental mais sustentável para todos”, dando como exemplo o processo da Capital Europeia Verde que “parece não querer sair do papel” e lembrou que a Praia Seca “é apenas uma lembrança para os mais velhos e que existem já gerações que nunca usufruíram dela”.

Criticou o PS por “conviver mal com a dimensão da democracia”, defendendo uma mudança no Regimento da Assembleia Municipal para que, desse modo, “os partidos com menos expressão eleitoral tenham mais tempo de intervenção e possam expor as questões de forma clara.”

Defendeu ainda uma melhor rede de transportes públicos em todo o concelho e mais e melhor mobilidade para Caldas das Taipas. Não se esqueceu dos últimos acontecimentos à volta dos postos dos CTT na região e criticou a Câmara por estar “calada perante os atropelos”.

Torcato Ribeiro, candidato à presidência da Câmara Municipal de Guimarães, dirigiu-se em primeiro lugar ao candidato da CDU a Caldas das Taipas: “Cândido Capela Dias está aqui para disputar palmo a palmo este território que precisa de todos, sem exceção”.
Criticou “os que mais reclamaram e participaram no discurso de cortes e mais cortes nas gorduras do Estado” e que agora “são os que mais outdoors plantam por todo o concelho”, questionando “de onde lhes vêm tantos milhares de euros? Quem é que lhes paga o circo? E a que preço?”.

As críticas também foram dirigidas ao PS, que se “encontra em fim de ciclo” e que continua a fazer “render uma retórica de sucesso desfasada da realidade e das necessidades da cidade e do concelho”.
Neste contexto, a CDU surge como alternativa à coligação Juntos por Guimarães e ao PS, “uma nova esperança para os vimaranenses”.

Elencou como prioridades uma mudança na mobilidade que deverá ser um efetivo “instrumento para a coesão territorial e um promotor da sustentabilidade dos investimentos” e “uma arma contra a discriminação das freguesias de fora da cidade, como as Taipas, a quem a ausência de uma verdadeira política municipal de transportes urbanos de passageiros mata o direito de usar e gozar dos mesmos privilégios culturais, desportivos e de lazer colocados ao dispor dos cidadãos de dentro da cidade”.

Uma gestão mais democrática passará por uma maior delegação de competências nas freguesias e uma gestão camarária com mais responsabilidades da CDU será sinónimo de “uma gestão transparente do dinheiro público e por uma luta de autarquias sem corrupção e sem compadrio no preenchimento dos lugares e cargos”.