Instituto Ibérico de I&D no concelho de Braga
Quinta-feira, Novembro 16, 2006

Confirma-se. Após diversas declarações que o iam dando a entender, o Instituto Ibérico de I&D ficará localizado junto ao Parque Desportivo da Rodovia. Mariano Gago está hoje em Braga para assinar o protocolo.

Mariano Gago, Ministro da Ciência e Tecnologia, desloca-se hoje a Braga para assinar o protocolo com o município de Braga para a instalação do Instituto Ibérico de Investigação e Desenvolvimento.

Os terrenos para a instalação do equipamento já estão encontrados, devendo o instituto ficar localizado junto ao Parque Desportivo da Rodovia.

Um ano após o anúncio da instalação do Instituto Ibérico de Investigação em Braga feito pelos primeiros-ministros de Portugal e Espanha, a assinatura deste protocolo põe um ponto final nas incertezas que as declarações proferidas por altura da cimeira ibérica provocaram.

A dúvida recaía sobre se o instituto de investigação se localizaria no concelho de Braga ou no distrito de Braga. Esta última hipótese colocava o AvePark em posição privilegiada para receber o instituto ibérico.

Após declarações várias e princialmente desde que foi anunciada a nomeação de Guimarães para Capital Europeia da Cultura, a instalação do instituto em Braga era quase, quase certa. A confirmação final acontece hoje com a assinatura do protocolo entre o município bracarense e o Governo português.

O acto público da assinatura do protocolo acontece a partir das 11.30 horas. A Comissão Instaladora do instituto ficará, já a partir de hoje, sedeada nas instalações da Universidade do Minho, na Avenida Central.

O Instituto Ibérico de I&D será dirigido por José Ribas Rey, catedrático da Universidade de Compostela. O equipamento estará vocacionado para o desenvolvimento de trabalhos de insvestigação na área das nanotecnologias e da computação avançada. A instalação do instituto representa um investimento de 30 milhões de euros e deverá integrar 400 pessoas, entre investigadores, quadros técnicos e funcionários. O orçamento anual será de aproximadamente 30 milhões de euros, cabendo aos dois países ibéricos o seu financiamento em partes iguais.

Texto: Paulo Dumas
Foto: CMB

COMENTÁRIOS A ESTA NOTÍCIA
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Chamem-lhe provincianismo… chamem-lhe bairrismo bacoco… chamem-lhe o que quiserem, mas a verdade é que as Taipas vê fugir mais uma obra estruturante, de atracção de massa cinzenta e que podia potenciar um desenvolvimento de qualidade da Vila, no longo-prazo (tal como perdeu a Universidade do Minho, que esteve prevista para as Taipas antes de ter ido para Braga e Guimarães… só para dar um exemplo).
Em troca, Guimarães recebe o título de Capital Europeia da Cultura (CEC), sendo feitas mais umas obras e recuperações no centro da cidade.
Fica, enfim, a pergunta… será que a Câmara de Guimarães vai considerar as Taipas nos projectos para a CEC? Ou será que mais uma vez prevalecerá a política de que o que interessa desenvolver é a sede de concelho e atraír os munícipes a essa sede, que no fim dos espectáculos regressam para a triste realidade de dormitórios desorganizados e, em alguns casos, deprimentes…
Foi-se o Instituto Ibérico. Vamos a ver se fica uma nova mentalidade e uma maior atenção para o que fica fora dos limites da cidade de Guimarães.
Filipe Oliveira  2006-11-16  17:23h

Eu compreendo a desilusão dos que esperavam que o 3I&D ficasse instalado no AvePark. Pessoalmente, eu, que não alimentei tal hipótese, tentei demonstrar que a sua instalação a menos de 20 quilometros do AvePark era um absurdo económico, na medida em que implica investimento em infra-estruturas que já existem. O ridículo disto tudo, é que quem assim decidiu é o mesmo governo que passa o tempo a falar de racionalidade na despesa, a defender que se tem de gastar bem o dinheiros dos contribuintes! Fica à vista que a máquina de propaganda do governo prega uma coisa e faz outra diferente.
Dito isto, não posso senão discordar de algumas afirmações que repetidamente vejo, leio e oiço, a este respeito, algumas delas proferidas com gente que tem a obrigação de ser mais rigorosa e verdadeira no que afirma. Primeiro, o AvePark situa-se em Barco e não nas Taipas. Segundo, a Universidade do Minho esteve inicialmente prevista na sua totalidade para as Taipas e, por razões políticas, foi cindida em dois polos – um ficou em Braga, outro ficou em Guimarães. Apesar de isso incomodar alguns espíritos, quando era para ficar nas Taipas também ficava em Guimarães! Não é por tais espíritos falarem colocando-se fora da realidade autárquica que ela passa a ser tal como eles desejariam que fosse.
Cândido Capela Dias  2006-11-16  19:18h

Sendo importante o rigor, como referiu, importa lembrar que não é “3I&D”.
Convém por isso separar duas coisas:
Uma é o Instituto Europeu de Excelência do Grupo de Investigação 3B’s – Biomateriais, Materiais Biodegradáveis e Biomiméticos, do Departamento de Engenharia de Polímeros da Universidade do Minho, que será instalado no AvePark.
A outra é o Instituto Ibérico de Investigação & Desenvolvimento que é o tal que vai para Braga e que as Taipas “vê fugir” (uma vez que Barco é mais perto das Taipas do que Braga).
E já agora, é verdade que se a Universidade do Minho ficasse instalada na Vila das Taipas ficaria, como diz, no CONCELHO de Guimarães. Mas é bem diferente para as Taipas a Universidade estar instalada na CIDADE de Guimarães, em vez de estar na VILA das Taipas, como entenderá.
Filipe Oliveira 2006-11-17 17:57h

Senhor Capela Dias: o que lhe incomoda, sempre que algum bom taipense se refere á realidade da nossa centralidade – Taipas como pólo aglutinador de uma região com quase duas dezenas de Freguesias?
O que lhe incomoda sempre que alguém se debate pelas nossas razões por sermos verdadeiramente um grande centro urbano da qual se servem por várias razões as populações das freguesias envolventes (duas dezenas)?
Senhor Capela Dias, as Taipas como Vila, e na própria Vila, tem de facto uma só Freguesia, mas bem sabe que tais espíritos autárquicos só existem naqueles que o sentem, sem qualquer interesse pessoal/partidário!
Senhor Capela Dias, não se importune mais, tem que se acomodar e concordar que, sendo ou não filho desta terra, ela é grande e tem sem qualquer dúvida a sua identidade, capaz de se diferenciar.
Quando dizemos que a UM estava prevista ser nas Taipas, o AVEPAK nas redondezas da Vila, neste caso já tão perto do tasco do Mafra, temos que considerar ser na zona das Taipas, quer queira quer não!
Sobre o Instituto perdido, estava à vista como o filme iria desenrolar-se, e afirmei-me sobre o assunto, aqui neste “blog”! Andamos a ser constantemente enganados por causa das “vaidades à espanhola”, assim o disse. Como o perdido está perdido, sem não lhe pedir muito, já que no mínimo, se for capaz, contemple o melhor a fazer através dos seus representes Deputados da Nação, recuperar o que a natureza nos deu: o nosso Rio limpo, as nossas Praias Fluviais… e muito mais!
Ao senhor Filipe Oliveira, dou-lhe os parabéns pelos seus comentários. Será sempre diferente o que se faz em Guimarães e o que se faz nas Taipas. Em Guimarães é para o seu próprio desenvolvimento. Nas Taipas, é para as Taipas!
É costume ouvir-se dizer: “de Braga, nem bom vento, nem bom casamento”! Eu digo: “de Guimarães, nem bom vento e nenhum desenvolvimento”!
Ângelo Freitas 2006-11-19 02:47h

Agradeço as suas felicitações, mas queria sublinhar que tenho muito orgulho em pertencer ao concelho de Guimarães. E que Braga, apesar de sede de distrito, nada tem a ver connosco.
Só não posso é deixar de manifestar a minha total insatisfação em relação à forma como os vários líderes do município têm tratado as Taipas.
Espero sinceramente que o Dr. António Magalhães e outros políticos compreendam, de uma vez por todas, os desejos, anseios e desilusões dos taipenses e que dêem mais atenção a uma Vila que poderá, em muito, ajudar ao desenvolvimento sustentado e ao crescimento equilibrado do concelho (e da própria cidade de Guimarães), seja ao nível industrial, ao nível cultural ou ao nível turístico.
Os bastidores das negociações que levaram à decisão quanto à localização do Instituto Ibérico (em Braga) e da Capital Europeia da Cultura (em Guimarães), provavelmente nunca serão conhecidos. Mas o resultado é evidente. As Taipas, mais uma vez, ficou a perder.
Só não podemos é ficar calados e devemos mostrar que estamos atentos.
E exigir que descentralizem da sede para as vilas e freguesias.
Filipe Oliveira 2006-11-21 7:44h

Duas notas: uma para o Sr. Filipe Oliveira; a outra para o Sr. Angelo Freitas.
Sr. Filipe, ao escrever 3I&D apenas desejei sintetizar a expressão Instituto Iberico de Investigação e Desenvolvimento. Não confundi nem quis confundir. Sei que se o dito ficasse no Polo de Ciencia e Tecnologia ficava no concelho embora não nas Taipas. Aliás, eu não me coloquei nem coloco no plano da reivindicação do Instituto para o concelho e concretamente para o AvePark senão por razões de racionalidade económica e subsidiariamente por entender que ele faz sentido no lugar onde está previsto investimento em ciência e tecnologia, complementando as valências a instalar.
Quanto ao Sr. Ângelo:
Presunção e água benta, cada um tem a que quer. Eu não vivo obcecado com a centralidade das Taipas e muito menos a entendo como meio caminho andado para outros projectos, que embora legítimos, não são os meus. E por isso não crio, nem ajudo a criar miragens, porque, além do mais, padecem do mal de desviar a atenção do povo do essencial, cujo é a melhoria das condições de vida e o desenvolvimento das Taipas. Ainda que mal comparado, o mito da centralidade das Taipas está para o progresso da Vila como os espectáculos pagos a preço de ouro nas festas da Vila: ambos servem para criar ilusões.
Eu não sei quem ilude quem quando o Sr. Ângelo garante a pé junto que as Taipas perdeu o Instituto e que tal perda foi à custa da Guimarães, Capital Europeia da Cultura. Para que as Taipas perdessem era preciso que antes houvesse decisão que atribuia o Instututo em causa para o AvePark de Barco e que eu saiba não houve nenhuma decisão oficial e competente sobre a matéria. Falou-se, escreveu-se mas não passou de sonho.
Meu Caro Ângelo, eu não perco tempo com miudezas nem com conversas fiadas. Quem quiser confundir a realidade com o sonho, é livre de o fazer. Eu sou assumidamente um utópico, mas não sou como aquela mosca que voando de patas para o ar, estranhava o facto de todas as outras voarem de patas para baixo. Ela não queria ver que era uma excepção e tomava o sonho por realidade. Parecendo pouco, tanto bastava para que não entendesse a realidade que a cercava.
Com um abraço
Cândido Capela Dias  2006-11-21  12:33h