Guimarães “vive bem” sem a Águas do Norte e Vimágua é “preocupação central”
Guimarães “vive bem” sem a Águas do Norte e Vimágua é “preocupação central”
Quinta-feira, Fevereiro 22, 2018

O presidente Domingos Bragança gostaria que o setor das águas estivesse centralizado na empresa municipal Vimágua. Na reunião desta quinta-feira, 22, quando confrontado pelo vereador André Coelho Lima, o autarca desvalorizou o processo de saída da Águas do Norte da cidade.

Instado por André Coelho Lima sobre a deslocalização das Águas do Norte (AdN) de Guimarães para Barcelos, que disse que falta a Domingos Bragança “pressão pública” sobre o caso, o presidente da Câmara diz que Guimarães “vive bem” sem aquela empresa pública. Para o edil, o saneamento em alta, que está concessionado à AdN por 30 anos, poderia passar para a alçada da Vimágua, “a preocupação central de Guimarães”.

“A preocupação do presidente da Câmara de Guimarães é com a Vimágua”, afirmou Domingos Bragança, que disse ter “muita pena” que o saneamento em alta não está na Vimágua. “O interesse público é que a Vimágua também tratasse do saneamento em alta. Realçando que “este é o assunto que eu levo sempre ao ministro do Ambiente e ao secretário de Estado do Ambiente”. Para Domingos Bragança, trata-se de uma questão de “racionalidade” da empresa, sendo que “seria bom que não houvesse essa deslocalização” de 20 ou 30 trabalhadores, mas que a mesma acontece “dentro de um contrato de trabalho”.

O edil explicou ainda que ainda faltam cerca de 20 anos para o fim da concessão e que “não há razão essenciais” para anular esse contrato.

“Guimarães perde centralidade”
Para o vereador André Coelho Lima, “a perda desta empresa pública em Guimarães é uma perda grande para nós”. Por um lado, argumenta, Guimarães deixou de ter poder reivindicativo quando vendeu as ações que tinha na Águas do Norte em 2015, decisão que teve o voto desfavorável dos vereadores da Coligação Juntos por Guimarães. Por outro lado, defende, Domingos Bragança ““não consegue defender Guimarães”. E fez uma comparação: “Imaginem se isto fosse no tempo de António Magalhães. Já tinha caído Carmo e a Trindade e feito barulho. Aquilo que é surpreendente é o silêncio. Não haver uma posição pública do autarca de Guimarães sobre quem tem que tomar estas decisões”.

Resumiu dizendo que saída da AdN  é uma “perda de importância de centralidade”.