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Guimarães a rasgar horizontes construindo o triângulo perfeito: Conhecimento, Empresas e Governo Local
Quinta-feira, Maio 25, 2017

Guimarães continua a abrir horizontes assente num projeto de futuro, pioneiro em várias frentes, servindo de exemplo para muitas outras cidades. Essa tem sido a política de desenvolvimento estruturado, onde um dos pilares fundamentais passa pela área do conhecimento e uma estreita parceria com a Universidade do Minho.

Em novembro de 2016 foi anunciado a criação do novo centro de investigação europeu de excelência na área da medicina regenerativa e de precisão, designado por “The Discoveries Centre”. É um projeto único em Portugal, que ganha forma no Avepark – Parque de Ciência e Tecnologia. Foi lançado esta semana o projeto, com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, onde ficou expressa a convicção de o mesmo se tornar rapidamente no maior e mais produtivo centro de investigação em Portugal naquela área.

Em primeiro lugar há a registar, uma vez mais, a enorme capacidade do professor Rui Reis e o grupo 3 B’s, no sucesso deste projeto. Liderou esta candidatura, coordenando a mesma, para obtenção de financiamento pela Comissão Europeia, o que veio acontecer, num processo altamente competitivo onde foram apresentadas inicialmente 170 candidaturas com origem em diversos países europeus, tendo sido selecionadas 31 para uma segunda fase. Destas, só 10 acabaram por ser financiadas por Bruxelas. Entre elas, a proposta do “The Discoveries Centre”, que visa focar-se na investigação multidisciplinar, com base em métodos inovadores a serem aplicados na prevenção e no tratamento de doenças músculo-esqueléticas, neurodegenerativas e cardiovasculares. Resulta de uma parceria entre cinco universidades portuguesas (Minho, Porto, Aveiro, Lisboa e Nova de Lisboa) e a University College London (Reino Unido), considerada uma das melhores universidades da Europa e líder mundial em Ciências e Tecnologias da Saúde.

Guimarães acaba de se afirmar como um polo de atração na área da ciência e tecnologia, tendo em linha de conta que este projeto obteve um financiamento de 15 milhões de euros da Comissão Europeia, num total de 100.000.000€, cabendo os restantes recursos às CCDR’s, entre outros organismos. Este trabalho em rede, fruto das parcerias estabelecidas com entidades credenciadas, é fundamental para a obtenção destes resultados. O reconhecimento acaba por acontecer de uma forma natural quando a partilha é a razão do sucesso.
Este novo centro de excelência contribuirá, também, para o aumento da competitividade do setor da biomedicina e medicina regenerativa, e irá estimular, de forma geral, o emprego científico altamente qualificado e o crescimento económico a vários níveis. E assim, Guimarães volta a reforçar a sua posição, como uma marca de referência, construindo um caminho de excelência para um futuro promissor.

Por esta razão, os centros de conhecimentos devem, cada vez mais, dar as mãos ao tecido empresarial, criando novas propostas e oportunidades dentro dos próprios clusters das empresas, criando por isso mais e melhor emprego, ou diversificando noutras áreas complementares às suas, diminuindo assim o risco de exposição e dependência a um só sector. O Governo Local, neste caso concreto, o Município de Guimarães, liderado por Domingos Bragança, tem a responsabilidade de fazer com que este triângulo funcione, consciencializando os empresários da manutenção de uma inovação constante, para que possam acrescentar valor ao seu produto/serviço final, estando ao seu lado para as suas reais necessidades e funcionando como um agente catalisador deste triângulo que se pretende que seja perfeito.