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Guimarães Jazz readapta horários e “vai acontecer”
Guimarães Jazz readapta horários e “vai acontecer”
Bruno José Ferreira
Quinta-feira, Novembro 5, 2020

O Festival Guimarães Jazz, organizado conjuntamente pel’A Oficina, pela Câmara Municipal de Guimarães e pela Associação Convívio, será uma realidade mesmo em contexto pandémico depois de um grande esforço por parte da organização.

A 29.ª edição deste evento que teve em 1992 a sua primeira edição foi hoje apresentada no Centro Cultural Vila Flor, sendo aí explicadas as nuances que se introduzem para fazer face às regras vigentes.

O diretor executivo d’A Oficina, Ricardo Freitas, explicou que os espetáculos foram reagendados para as 19h30 nos dias de semana, e aos fins-de-semana os concertos terão lugar às 19horas, para assim respeitar o dever cívico de recolhimento e, ao mesmo tempo, beneficiar a restauração. Estas medidas juntam-se, claro está, à limitação do número de espetadores.

Ivo Martins, diretor artístico do festival Guimarães Jazz, vincou que esta edição e este festival é “necessariamente diferente”, mas mesmo assim não se deixou de lutar por ele. “Tentamos manter-nos de pé e, havendo o mínimo de hipóteses de fazer este festival, lutámos pela sua existência”, frisou. A nível de cartaz, teremos uma “componente portuguesa fortíssima” e também “músicos estrangeiros de grande nível que vivem em Portugal”.

Por sua vez, Adelina Pinto, vereadora municipal da cultura e presidente d’A Oficina, frisou que é “um momento feliz poder dizer que o Guimarães Jazz vai acontecer”. A vereadora explicou que a cultura continua a fazer falta. “Ponderámos, discutimos muito, como se pode imaginar estas decisões não são fáceis. Tínhamos um plano A, depois um plano B e com a resolução de ministros isto é quase um plano C, mas precisamos de ter cultura na nossa vida. A cultura tem a dimensão de nos fazer crescer, é um fator para nos manter acima da linha da água”, mencionou.

Garantindo que não foi dado parecer desfavorável por parte da Proteção Civil, Adelina Pinto e Ricardo Freitas asseguraram que as normas serão cumpridas, sendo seguro frequentar estes espetáculos, explicando, por exemplo, que a saída é feita fila a fila com o auxílio de assistentes de sala.

Por parte da Associação Convívio, César Machado aproveitou para frisar que este é “um festival contra a corrente”, ressalvando que houve um grande empenho contra aquilo que seria mais fácil, que seria a resignação”, na medida em que “ninguém levaria a mal se o festival não se realizasse”.

Ao todo serão realizados nove concertos em oito dias, envolvendo sensivelmente uma centena de músicos. A programação pode ser consultada nesta ligação.