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Guimarães foi dos municípios que mais receita arrecadou em 2017
Guimarães foi dos municípios que mais receita arrecadou em 2017
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Quinta-feira, Outubro 18, 2018

Dados do Anuário Financeiro dos Municípios de Portugal, relativo ao ano de 2017, fazem cair Guimarães no ranking da eficiência financeira para a 19.ª posição. Apesar disso, no universo dos 308 municípios, continua a ser dos mais eficientes neste domínio.

Guimarães está entre os municípios portugueses que mais receita arrecada. Os concelhos vizinhos de Braga e de Famalicão estão ainda em posições acima de Guimarães em termos de cobrança de receita. Apesar disso, Guimarães está longe de ser o município que mais faz depender a sua receita global de impostos e taxas.

O Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses resulta de um trabalho que envolve atualmente dois centros de investigação: o Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade (CICF) do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) e o Centro de Investigação em Ciência Política (CICP) da Universidade do Minho.

Analisando os dados, Guimarães é o 16.º município português com maior receita cobrada em 2017 – 85,2M€, tendo superado o valor de 2016, mas com uma diferença pouco significativa.

Na última década, o ano de maior receita cobrada foi o de 2011, com 101,1M€ e desde aí o valor cobrado pelo município foi diminuindo, série que foi quebrada no ano passado. A variação positiva registada em 2017 representa portanto um ponto de inflexão relativamente à tendência que se vinha registando nos últimos anos.

No referente à cobrança do Importo Municipal sobre Imóveis (IMI), o concelho de Guimarães é o 16.º que mais arrecada neste imposto. Nos cofres do município entraram 18,6M€ por via da receita de IMI, mas este valor poderia ter sido de 26.584.192€, caso fosse aplicada a taxa máxima de 0,5%. A taxa em Guimarães é de 0,35%, a mesma que é aplicada nos municípios vizinhos de Braga e de Famalicão.

Braga está uns furos acima de Guimarães, na 15.ª posição. Famalicão queda-se como 25.º município em termos de receita de IMI. Por outro lado, este município foi o segundo que mais fez crescer o IMI (+0,952%), enquanto Guimarães está entre os que fizeram diminuir a receita de IMI (-0,854%).

Guimarães volta a estar no top 20, dos 308 municípios com o maior volume de receita cobrada provinda do pagamento de Derrama, que incide sobre o lucro tributável das empresas. Em 2017, este valor ascendeu aos 4M€ – o valor mais elevado da última década . Os concelhos vizinhos de Braga e de Vila Nova de Famalicão estão acima na tabela, com 4,9M€ e 6,2M€, respetivamente.

De igual forma, no que respeita ao Imposto Único de Circulação, o cofres municipais receberam 3,6M€, mais uma vez o valor mais elevado na série de registos desde 2006.

Noutro grupo de indicadores, Guimarães regista o segundo valor mais alto em despesa paga em 2017 na última década – 94,5M€. O valor mais alto registou-se em 2011, ano em que foi ultrapassada a barreira dos 101M€.

Desdobrando os valores da despesa, Guimarães gastou, em 2017, 24,5M€ em despesas de pessoal (mais 4,3% do que em 2016), sendo o 18.º concelho que mais gastador nesta rubrica, embora esteja fora da lista de municípios em que esta rubrica seja das que tem maior peso nas despesas totais.

No top 10 dos municípios com maior investimento pago nos últimos dez anos, Guimarães está posicionado na 9.ª posição. Desde 2006, durante três mandatos autárquicos, o total investido em Guimarães foi de 221,3M€. Este valor representa em média um investimento de 1.400 euros por cada habitante do concelho. Nos últimos três mandatos, foi no de 2010-2013, quando Guimarães foi Capital europeia da Cultura, em que mais investimento foi realizado.

De acordo com o Anuário Financeiro, em 2017, o concelho de Guimarães cai para a 19.ª posição em termos de eficiência financeira, depois de em 2016 ter ocupado a 10.ª posição, a melhor registada nos últimos quatro anos. Filtrando por distrito, Guimarães surge nos concelhos com melhor pontuação global, mas na sexta posição, a seguir a Barcelos, Esposende, Fafe, Famalicão e Vizela.

O ranking é apurado com base numa bateria de 11 indicadores financeiros, entre os quais está o índice de liquidez, o resultado operacional, o prazo médio de pagamentos ou os índices de dívida total e de superavit.