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Grupo Folclórico de Sande São Martinho destaca-se pela forma rigorosa com que traja
Grupo Folclórico de Sande São Martinho destaca-se pela forma rigorosa com que traja
DR
Sexta-feira, Outubro 5, 2018

O Grupo Folclórico de Sande São Martinho surge em 1986 e, ao longo destes últimos anos, apesar de momentos de alguma instabilidade, tem vindo a representar condignamente os costumes e tradições da freguesia pelo país e em alguns países europeus.

O rancho, fundado a 30 de abril de 1986, tem 43 elementos e apresenta-se geralmente nos palcos com dezasseis pares de dança, em atuações marcadas pela interpretação de danças tradicionais, mas onde não falta a interpretação do Hino de S. Martinho, geralmente na abertura do espetáculo.
Trata-se de um rancho federado que representa os trajes e as modas do Baixo Minho, terra das chulas e dos malhões. Sobre os trajes, destaque para o de Trabalho, o Abastado, o Domingueiro e o dos Noivos. Estes dois últimos são os mais apreciados e elogiados. Como estão federados, no entanto, todos os trajes merecem uma atenção especial. Como afirma o presidente da direção, Joaquim Castro, o que distingue este rancho dos outros, passa muito pela “forma rigorosa com que trajamos”.

O Grupo Folclórico de Sande São Martinho é um dos dezasseis grupos de Guimarães associado à Federação Nacional de Folclore, fazendo parte desta associação desde 2005.

Falar de folclore na freguesia de Sande São Martinho não é possível sem se abordar a questão da existência, atualmente, de dois grupos folclóricos. Joaquim Castro mostrou-se um pouco reticente para abordar esta questão, mas começou por dizer que não existirão bem dois ranchos na freguesia, pois como diz, “os Amigos de Sande ensaiam na Casa da Banda de Música das Taipas, tem elementos que, na sua maioria, são de Ponte, outros provenientes do nosso rancho e ainda apresenta elementos que fazem parte dos dois ranchos”. Quanto ao seu aparecimento, aí não tem dúvidas: “Foi criada na freguesia uma associação, a ARADCAS-Associação dos Amigos de Sande São Martinho, como nas Taipas se criou algo do género. É uma associação que foi criada por motivos políticos e tem dificuldades em libertar-se dessa situação”. Joaquim Castro quer deixar claro que nada tem contra as pessoas, é contra “a existência de dois ranchos na freguesia”.

Um dos momentos mais significativos deste que tomou posse é o facto de o problema da futura sede do rancho ter dado passos importantes para a sua concretização. Miguel Cardoso, dono da Taipagro, mais conhecida pela Quinta de Tarrio, cedeu dois prédios devolutos, junto à ponte na estrada Taipas/Sande S. Martinho, para esse fim.

O texto completo pode ser lido na edição do jornal Reflexo de outubro, já nas bancas.