Grupo Folclórico da Casa do Povo de Briteiros 44 anos dançando o folclore do Baixo Minho
Grupo Folclórico da Casa do Povo de Briteiros 44 anos dançando o folclore do Baixo Minho
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Terça-feira, Agosto 7, 2018

O Grupo Folclórico da Casa do Povo de Briteiros foi fundado a 30 de março de 1974. A evolução do grupo foi sendo sempre no sentido da defesa dos costumes e das tradições, acabando por ser um dos sócios fundadores da Federação do Folclore Português.

Curiosamente, surge na freguesia vizinha de Santa Leocádia, onde um grupo de pessoas de várias freguesias vizinhas se juntou para fazer uma festa. A partir desse momento, esse grupo foi reunindo mais frequentemente e acaou a ensaiar na Casa do Povo de Briteiros, que também já existia na altura. A evolução do grupo foi sendo sempre no sentido da defesa dos costumes e das tradições, acabando por ser um dos sócios fundadores da Federação do Folclore Português.

O grupo foi assim crescendo tendo como pano de fundo o respeito pelo folclore do Baixo Minho, nomeadamente as suas músicas e os seus trajes, que se reflete no traje de Noiva, do Trabalho, o Domingueiro, da Menina Rica e da Leiteira, trajes que o grupo folclórico vai suportando. Para isso, José Manuel de Freitas Costa, presidente do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Briteiros há treze anos, refere que é necessário muito empenho de todos na procura de fundos, mas também com “a mão esticada muita das vezes”. A venda de rifas pela freguesia e durante o festival que organizam, também é uma boa ajuda financeira. Por outro lado, é uma gestão cuidada, “é gastar no que é preciso, é arranjar os tecidos e mandar fazer os trajes numa costureira”.

José Costa não tem dúvidas quando afirma que “o folclore é o parente pobre da cultura” e apresenta vários exemplos: “Temos uma saída e a comissão de festas paga 300, 400 ou 500 euros, para um grupo que leva mais de 40 pessoas, num espetáculo com mais de uma hora de atuação. Depois, a um cantor que, numa hora a cantar e por vezes em playback, já se paga 3000/4000 ou 6000 euros, a falar por baixo, para não falar nos grupos mais conhecidos. A Câmara, por exemplo, a troco de uma atuação, apoia um grupo federado com mil euros por ano. São opções, mas que penalizam o folclore”.

Leia a versão integral deste texto, na edição de agosto do jornal Reflexo.