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Grupo de empresários da restauração manifestou-se no recinto da feira
Grupo de empresários da restauração manifestou-se no recinto da feira
Manuel Silva
Sexta-feira, Novembro 13, 2020

Um pequeno grupo de empresários da restauração manifestou-se esta sexta-feira, no recinto da feira semanal das Taipas, contra o encerramento dos restaurantes às 13horas nos próximos fins-de-semana.

Sensivelmente duas dezenas de pessoas mostraram a sua indignação de forma pacífica. Rosa Esteves, proprietária de um restaurante e principal mentora da iniciativa, não escondeu que esperava mais adesão.

“Contava com mais gente, porque fui a todos os cafés aqui das Taipas, lojas, cabeleireiros, pequenos lojistas, e todos garantiram que viriam.  Todos estão a sofrer consequências, mas pelo que se vê na hora exata as pessoas recuam. Não podemos ter medo de lutar pelos nossos direitos, pela nossa vida. Está bem que a Covid-19 é um problema, mas acho que é mais perigoso os contágios nos hipermercados, por exemplo, do que nos restaurantes e pequenos estabelecimentos”, desabafou Rosas Esteves.

Com um restaurante com capacidade para uma centena de pessoas, atualmente só pode ter trinta em simultâneo, algo que era atenuado ao fim-de-semana. Isso acaba por ficar em causa com esta obrigatoriedade de recolher obrigatória das pessoas a partir das 13horas.

“Ao fim-de-semana é quando podemos recuperar mais um pouco, mas ao ter que fechar é um problema, porque não são as diárias que nos dão a ganhar e é precisamente aos fins-de-semana que nos cortam nas pertas, acho uma injustiça o que estão a fazer aos pequenos comerciantes. Tenho as contas em dia, mas foi buscar ao pé de meia, se continua assim vamos ter que fechar as portas”, atira.

Uma ideia corroborada por Conceição Miranda, outra das manifestantes, que aponta quebras na faturação na ordem dos oitenta por cento. “Passei de cem diárias para 25 diárias. O que me estava a salvar era o sábado. Trabalhando só uma hora quem me vai pagar as contas?”, referiu.

Devidamente autorizada pela Câmara Municipal de Guimarães, a manifestação teve acompanhamento da Guarda Nacional Republicana (GNR), nomeadamente o Posto Territorial de Caldas das Taipas.