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Greve de professores deixa algumas turmas sem aulas nas escolas das Taipas
Greve de professores deixa algumas turmas sem aulas nas escolas das Taipas
Sexta-feira, Março 16, 2018

Em Guimarães, o número avançado pelo Sindicato de Professores do Norte é de 25,6% de adesão à greve convocada para o dia de hoje. Na região das Taipas, as escolas funcionaram normalmente, apenas algumas turmas sem aulas. Em Briteiros, algumas escolas do 1.º ciclo não abriram.

A greve levada a efeito pelos professores, convocada pelo Sindicato de Professores do Norte, para o dia de sexta feira, 16 de março, não chegou a ter impacto suficiente para o encerramento da Escola Secundária de Caldas das Taipas e dos estabelecimento de ensino do Agrupamento de Escolas das Taipas.

A adesão à greve na Escola Secundária foi feita por um décimo dos professores desta escola. De acordo com o seu diretor, José Augusto Araújo, houve algumas turmas sem aulas. Além disso, a escola esteve a funcionar dentro da normalidade.

Já no Agrupamento de Escolas de Caldas das Taipas, num universo de 92 professores, houve 36 que faltaram ao serviço. No terceiro ciclo, que engloba os 7.º, 8.º e 9.º anos de escolaridade, a adesão foi mais significativa, tendo chegado aos 80%.

No primeiro ciclo, as escolas estiveram a funcionar dentro da normalidade. No agrupamento houve igualmente greve do pessoal não docente que teve, segundo o diretor do agrupamento, Mário Rodrigues, um “impacto mínimo”.

Apesar de na região das Taipas a greve não ter tido força suficiente para encerrar escolas, houve no concelho de Guimarães 10 estabelecimentos que encerraram, nomeadamente algumas escolas do primeiro ciclo do Agrupamento de Briteiros.

O Sindicato de Professores do Norte, que se juntou aos congéneres em todo o país na convocação de greves para esta semana, foi anunciando ao longo do dia que os índices de adesão eram “elevados”. Já na forma de um balanço, o Sindicato dos Professores do Norte avançou que um quarto dos professores terá feito greve.

Esta manifestação dos professores é motivada pelo que dizem ser a eliminação de 70% do tempo cumprido pelos professores, não contando esse tempo para a progressão das suas carreiras; e também o reposicionamento dos escalões dos docentes com igual tempo de serviço.