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Greve nacional funcionários públicos pode encerrar serviços esta sexta-feira
Greve nacional funcionários públicos pode encerrar serviços esta sexta-feira
Manuel Silva
Quinta-feira, Janeiro 30, 2020

O funcionamento de escolas, centros de saúde e hospitais, repartições de finanças, bem como, transporte público, entre outros serviços públicos, pode vir a ser afetado com a greve nacional da função pública agendada para esta sexta-feira, 31 de janeiro.

A paralisação dos funcionários públicos foi convocada por várias associações sindicais e, na sua base, está o descontentamento e a contestação à proposta de aumento salarial para o setor, de 0,3%, prevista no Orçamento de Estado para 2020 que será votado, na Assembleia da República, na globalidade, no próximo dia 6 de fevereiro.

No que respeita à FENPROF, é reclamado, entre outros, um aumento mínimo de 90 euros para todos os trabalhadores e a recuperação do tempo de serviço e do valor dos salários. Esta estrutura sindical reclama ainda por uma aposentação justa no acesso e no cálculo da pensão, bem como pelo fim da precariedade, melhores condições de trabalho e horários legais e ainda pelo fim da violência sobre os professores e outros profissionais.

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) também parte para esta jornada de luta na defesa do Serviço Nacional de Saúde, pela renegociação da Carreira Médica e das grelhas salariais e pelo combate à violência contra os profissionais de saúde.

Já a Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros (FENSE), para além de todas as reivindicações dos sindicatos que integram a sua estrutura, relativas às questões salariais, de carreira e de violência contra os seus profissionais, reclama também o reinício das negociações do ACT/FENSE, “interrompidas unilateralmente sem estarem concluídas”.

O Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica também se encontra entre as estruturas sindicais que convocaram esta paralisação, com as mesmas reivindicações dos seus parceiros sindicais, pelo que, serviços de radiologia, cardiologia, análises clinicas e muitos outros assegurados por estes técnicos, podem também vir a ser afetados com esta greve.