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Grã Ordem Afonsina quer acrescentar data da Batalha de São Mamede na Torre da Alfândega
Grã Ordem Afonsina quer acrescentar data da Batalha de São Mamede na Torre da Alfândega
Bruno José Ferreira
Sábado, Fevereiro 29, 2020

A Associação ‘Grã Ordem Afonsina-Vida e Obra do Rei Fundador’, liderada por Barroso da Fonte, pretende que se acrescente a inscrição “em 1128” na Torre da Alfândega, em Guimarães, na qual consta a histórica frase “Aqui nasceu Portugal”. O objetivo de tal intenção é “confirmar a Batalha de S. Mamede como o dia um de Portugal e tornar a frase “Aqui nasceu Portugal” um slogan mais forte e mais seguro da marca Guimarães.

Nesse sentido, a referida associação sem fins lucrativos fez chegar uma carta a Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, na qual expõe as suas pretensões e defende que a Batalha de São Mamede é a “certidão de nascimento de Portugal”, logo a data da sua realização deve constar na Torre da Alfândega.

“A data de nascimento de Portugal continua a ser uma questão polémica, perante a qual Guimarães não pode ficar indiferente”, referiu a Grã Ordem Afonsina na missiva enviada ao edil vimaranense, justificando assim a sua ideologia quanto à colocação da data. “A Grã Ordem Afonsina não conhece outra razão capaz de justificar a frase lapidar inscrita na torre da alfândega, que diz Aqui Nasceu Portugal, que não seja o facto histórico de Guimarães ter sido o palco da Batalha de S. Mamede, ocorrida no dia 24 de Junho de 1128”, pode ler-se.

O Reflexo falou com Barroso da Fonte, principal rosto da Grã Ordem Afonsina, que deu conta do andamento desta pretensão. A Grã Ordem Afonsina tem mantido conversas com o município, nomeadamente com o presidente Domingos Bragança e com a vereadora com o pelouro da cultura, Adelina Pinto. “Enviámos uma carta à Câmara Municipal, que já falou connosco, nomeadamente o presidente e a vereadora da cultura, sendo que estamos a trabalhar em consonância. O presidente, Domingos Bragança, transmitiu que quando for feita a intervenção que está prevista na muralha pensar-se-á neste assunto”, refere Barroso da Fonte, que acrescenta que, para além do município, a associação que dirige está também a desenvolver contactos e a trabalhar “com as várias entidades oficiais do concelho”.

Para a Grã Ordem Afonsina a colocação da data 1128 na muralha ajudaria a clarificar a história do país no que toca ao dia um de Portugal. “Uma das preocupações é tentar por a data 1128, porque colocando essa data, para nós clarificava tudo. Há quem defenda que nasceu em Viseu, mas com a data ficava o problema resolvida”, defende.

Barroso da Fonte dá ainda conta de que a Grã Ordem Afonsina pretende continuar a fomentar esta discussão, sendo que aquando da celebração da constituição da Grã Ordem Afonsina como uma associação, a 13 de fevereiro, será realizado um evento cultural de promoção do debate. “No próximo dia 13 de fevereiro fará um ano que a Grã Ordem Afonsina fez a escritura e se efetivou enquanto uma associação, por isso vamos assinalar a data com uma sessão cultural onde pretendemos explicar esta nossa ideia.