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Futuro das cidades debatido no Dia do Emprego da Escola de Engenharia
Futuro das cidades debatido no Dia do Emprego da Escola de Engenharia
DR
Sexta-feira, Fevereiro 14, 2020

A Escola de Engenharia da Universidade do Minho realizou um debate na manhã desta quinta-feira, no qual foi discutido o futuro das cidades. Com o nome “Formar Futuro: Cidades”, o referido debate contou com o contributo dos autarcas Domingos Bragança (Guimarães) e Miguel Costa Gomes (Barcelos), o vereador do município de Braga Miguel Bandeira e o Reitor Rui Vieira de Castro.

Este painel, que foi moderado por Pedro Arezes, presidente da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, abordou medidas que as cidades deverão tomar para a fixação de jovens quadros, nomeadamente os que saem dos cursos universitários.

Domingos Bragança reforçou a ideia de tornar o quadrilátero urbano formado por Guimarães, Braga, Barcelos e Famalicão uma referência. “É necessário construir uma infraestrutura que ligue os bairros residenciais às cidades, através da qual seja possível um transporte de futuro, independentemente da tecnologia a adotar, que seja moderno e sustentável e que permita horários de cumprimento. É dessa forma que construiremos território de qualidade e atrairemos população qualificada”, disse.

Já o Reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, defendeu a implementação do meio académico como uma mais-valia para as cidades. “Temos que ver o recrutamento de estudantes, professores e investigadores como ação importante para garantirmos ativos que nos permitam agir em áreas como a economia, educação, saúde e gestão do território”, frisou.

Miguel Costa, edil de Barcelos, referenciou a ruralidade como uma oportunidade para a fixação de pessoas, tendo em vista a necessidade de descentralização. O presidente do município barcelense destacou ainda a importância do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave para a promoção do concelho.

Por último, Miguel Bandeira, vereador da Câmara Municipal de Braga, concordou com Domingos Bragança em relação ao quadrilátero urbano, que, em seu entender, “permitirá adquirir um peso reivindicativo muito mais expressivo junto das instituições, nacionais e internacionais”.

Este debate teve lugar no Auditório Nobre da Universidade do Minho esta quinta-feira.