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Festivais de Gil Vicente retomam esta quinta com apresentação em estreia de “A Praça”
Festivais de Gil Vicente retomam esta quinta com apresentação em estreia de “A Praça”
Quarta-feira, Junho 12, 2019

“A Praça”, do Teatro Oficina, será apresentada no espaço da praça da Plataforma das Artes, com a participação de 60 atores das Oficinas de Teatro, será o início do fim da 32.ª edição dos Festivais de Gil Vicente.

A segunda mão do programa da 32.ª edição dos Festivais de Gil Vicente inicia-se quinta-feira, 13 de junho, às 21h30, com a estreia de “A Praça”, no espaço exterior da Plataforma das Artes. O espetáculo foi desenvolvido pelo Teatro Oficina, no âmbito das formações nas Oficinas do Teatro Oficina (OTO), juntando cerca de 60 atores.

“A Praça” foi dirigida por Gonçalo Fonseca, partindo da ideia de “A hora em que não sabíamos nada uns dos outros” do escritor austríaco Peter Handke, e terá como cenário o espaço do antigo Mercado Municipal de Guimarães. Numa encenação sem texto declamado, a peça procura recriar os movimentos naturais do dia a dia daquele espaço.

O fim de semana reserva ainda três espetáculos. Dia 14, às 21h30, no Centro Cultural Vila Flor, será apresentado em Guimarães “Parlamento Elefante”, uma parábola imaginada durante a viragem do século e que faz uma reflexão sobre a política e a arte do século XX. A criação de Eduardo Molina, João Pedro Leal e Marco Mendonça foi o projeto vencedor da primeira edição da Bolsa Amélia Rey Colaço.

Sábado, 15 de junho, pelas 21h30, novamente no CCVF, entra em cena “Ensaio para uma Cartografia”, de Mónica Calle. Este espetáculo estreou em 2018 no Teatro Nacional D. Maria II, tendo uma temporada de várias semanas com sessões esgotadas. Aqui traça-se uma cartografia alternativa sobre resistência, coragem e superação. Uma perspetiva sobre a música e a dança clássicas.

O programa de 2019 dos Festivais de Gil Vicente propõe ainda uma viagem performativa pelos espaços do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG). Essa viagem – “Ponto de Fuga” – é guiada pelo dramaturgo Nuno Preto, pelos espaços normalmente inacessíveis do CIAJG.

Recorrendo à história do lugar faz-se do ponto de fuga um lugar de novos silêncios, sensações, impressões, ecos, movimentos, de novas cores, novos lugares, criam-se novos pontos de fuga e olha-se para onde, normalmente, não se olha.

O programa da edição de 2019 do festival de teatro e dramaturgia de Guimarães fica completo com programa paralelo que incluindo debates, formações e workshops, orientados pelos artistas do Gangue de Guimarães, dos alunos da Licenciatura em Teatro da Universidade do Minho e das Oficinas do Teatro Oficina.