Festa de S. Pedro é a terceira que mais recebe da autarquia
Festa de S. Pedro é a terceira que mais recebe da autarquia
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Quinta-feira, Fevereiro 16, 2017

Serão cerca de 146 mil euros que a autarquia irá distribuir para a realização de festas populares. Festas de S.Pedro terão financiamento de 6.800 euros. Oposição critica aumentos de alguns destes apoios em ano de eleições.

Foram aprovados esta quinta-feira, 16, em reunião de Câmara, os apoios financeiros para as festas de interesse concelhio de Guimarães. A Festa de S. Pedro, nas Taipas, é a terceira que mais recebe, com 6.800 euros, bem abaixo dos 110.000 euros para a Associação Recreativa da Marcha Gualteriana, responsável pela realização da Marcha Gualteriana (83.500 euros) e da Batalha das Flores (26.500 euros). A Coligação Juntos por Guimarães criticou a dotação financeira para as festas do concelho dizendo que na base do aumento do montante atribuído estão fins eleitoralistas.

Ainda na zona norte do concelho, a Junta de Barco recebe 1000 euros para a Romaria da Senhora dos Remédios e a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário tem direito a 600 euros para as festas da vila de Ponte. No total, a Câmara Municipal vai investir 145.900 euros nas festas de interesse concelhio, um aumento face à dotação de anos anteriores. Em 2016, o montante global investido foi de 111.200 euros. A Coligação Juntos por Guimarães, pela voz de Ricardo Araújo, criticou a postura dizendo que não pode deixar de criticar que “este aumento aconteça no último ano de mandato de Domingos Bragança, em ano de eleições”.

“Representa uma forma de conceber a democracia com a qual não nos identificamos”, sentenciou, salientando que “podia tê-lo feito no primeiro ou no segundo ano do mandato e só faz no último ano. Acho que isto é um desrespeito pelos cidadãos, associações e associados”. Na resposta, José Bastos, vereador da Cultura, defende a Câmara dizendo que “o apoio municipal ao movimento associativo não se resume a este financiamento”.

Para o responsável, “o movimento associativo faz parte do tecido cultural do território” e o município pretende “valorizá-lo sobremaneira”. “Há outras medidas e outros instrumentos que passam por candidaturas ao regulamento municipal de apoio às unidades culturais que, nos últimos anos, financiou um conjunto de atividades em cerca meio milhão de euros”, destacou o vereador. Refutou as acusações do vereador da oposição e sublinhou que “os apoios não surgem em ano eleitoral: quando falamos do meio milhão de euros em três anos não estamos a falar só de um ano eleitoral”. “A nossa lógica de raciocínio não se rege por anos eleitorais”, terminou.