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Escola Básica das Taipas espera corrigir “pequenos problemas” para o ensino à distância funcionar em pleno
Escola Básica das Taipas espera corrigir “pequenos problemas” para o ensino à distância funcionar em pleno
Paulo Dumas
Quinta-feira, Maio 14, 2020

O terceiro período letivo iniciou-se há sensivelmente um mês de uma forma que ninguém esperaria. Devido à pandemia Covid-19 o ensino tem sido posto em prática à distância, com acesso às novas tecnologias.

Apesar da novidade que este novo paradigma trouxe à sociedade, e dos naturais problemas das desigualdades no que à posse de material informático diz respeito, o ensino à distância “está a correr bem” no Agrupamento de Escolas das Taipas, segundo o diretor João Montes, que falou sobre o tema ao Reflexo.

“Trata-se de um novo conceito que acabou por ser pensado atempadamente, foi bem estruturado, criando-se condições para que, do ponto de vista prático, corresse bem. Criámos canais de comunicação que permitissem levar junto das famílias e dos alunos toda a informação que fosse necessária para que o plano de ensino à distância fosse concretizado nos moldes pretendidos”, assegura o diretor do Agrupamento de Escolas das Taipas.

Num processo desta envergadura apareceram, como seria de esperar, obstáculos que foram sendo resolvidos. “Os constrangimentos que surgiram foram escassos, foram facilmente resolvidos e neste momento temos todo o modelo a funcionar em pleno e com a eficácia pretendida, inclusive indo além daquilo que foram as nossas expetativas. Temos quase as 100% das famílias do 2.º e do 3.º ciclo com a ligação à escola de proximidade, isto é, com computador e ligação à internet. Não temos praticamente ninguém excluído deste novo conceito e neste momento já estamos numa velocidade considerada a mais apropriada para que todos estejam confortáveis, quer os alunos quer a escola”, aponta.

Os maiores problemas surgiram no ensino primário, ainda não estão totalmente resolvidos, mas João Montes considera que não há casos significativos para resolver.

“Temos um plano global que vai desde o pré-escolar até ao 9.º ano e a resposta tem sido de uma eficácia enorme. No ensino primário dependemos, em parte, da articulação com o município, que tem correspondido, num primeiro momento com a distribuição de tablets, neste momento já está numa segunda fase de preenchimento de lacunas de ligação à internet e falta de recursos. Quando forem resolvidos estes problemas que ainda temos de falta de recursos no 1.º ciclo, que não são significativos, então aí estaremos em pleno como estamos no 2.º e 3.º ciclo, com todas as condições reunidas para toda a gente, sem qualquer tipo de discriminação para que todos possam aceder aos conteúdos produzidos pela própria escola sem necessidade de nos socorrer do estudo em casa e de plataformas que nos são exteriores”, assegura João Montes.

Adelina Pinto, vereadora municipal com o pelouro da Educação, confirma estes casos no 1.º ciclo e assegura que o município está a trabalhar de forma abrangente: “Temos apenas meia dúzia de alunos sem acesso à internet, mas cremos que até ao final desta semana estará resolvido. Temos todos os alunos em linha, mesmo os casos sem acesso à internet é feito contacto telefónico com eles e é entregue através de fotocópias algumas tarefas até se conseguir resolver. Os gestores sociais estão no terreno junto de algumas crianças que estão sinalizadas, crianças com necessidades especiais estão a ser acompanhadas pelo Hospital Senhora da Oliveira e também os nossos técnicos, professores de AEC, já estão em condições de fazer tutoria e algum acompanhamento mais emocional às crianças do 1.º ciclo, que nos preocupam; também o caso esta semana da Valentina deu-nos mais força para perceber que há crianças em casa sem nós saber em que situação estão. Estamos a atuar nesse sentido. Com o pré-escolar, teremos já uma forma de perceber que risco as crianças estão a ter e como chegarão à escola”.