PUB
Eles também fazem parte do jogo
Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008

Antes de continuarmos o assunto do artigo anterior em que referenciamos as estruturas tácticas, quero elucidar os nossos leitores para a importância do guarda-redes ao nível táctico.

Todos os dias, quando faço a minha pequena leitura, encontro referenciado em artigos de futebol estruturas tácticas em que nunca está presente o guarda-redes! Se calhar, como eu sou um bocado despistado, o futebol passou a ser jogadores apenas com 10 jogadores e eu ainda não me tinha apercebido.

A posição de guarda-redes é normalmente desprezada quando abordamos as estruturas tácticas mas se tivermos uma pontinha de atenção, nos movimentos do guarda-redes durante o jogo talvez passemos a perceber que afinal também deveriam ser referenciados nos artigos.

Vejamos mais um exemplo do F.C.P na era do CoAdriense. A baliza do F.C.P passou a ser ocupada pelo Helton e revelou-se um ponto importante para o desenvolvimento dos mecanismos da estrutura desenhada. Nessa altura, o F.C.P começou a jogar num 1:3:4:3, em que o Helton tinha uma função muito importante, jogava como libero. A optimização do seu controlo e domínio de bola tornou-se um aspecto fundamental devido a quantidade de passes para trás que os jogadores do F.C.P faziam. Como a pressão alta passou um dos princípios mais importantes do modelo de jogo adoptado pelo F.C.P, Helton tornou-se um jogador de campo em destaque pela necessidade de jogar muitas vezes fora da grande área e ainda mais pelo facto de jogar com apenas três defesas

A reposição de bola em jogo, se bem me lembro, também é feita pelos guarda-redes, então, também os torna os primeiros jogadores a construir o ataque. Acontece várias vezes após a recuperação da bola em contos ou centros os guarda-redes correrem para frente para tentar a reposição de bola o mais rápido possível para apanhar o adversário em contra-pé.

Visto que afinal os guarda-redes também fazem parte da equipa, por favor, mantenham-nos nas estruturas que eles também merecem.