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Editorial #291: A pandemia e o novo ano letivo
Sexta-feira, Setembro 4, 2020

Adelina Pinto, vereadora da Câmara Municipal de Guimarães responsável pela área da educação, deixa claro o que se espera das escolas neste novo ano letivo: “Ensino à distância no pré-escolar e no 1º ciclo só com descontrolo total da pandemia”.

Se as escolas encerraram a 16 de março aos sinais de alerta mais fortes da pandemia, no final do 2º período do último ano letivo, tal não vai acontecer durante este novo ano letivo.

Vamos ter um ensino presencial, que é o que se espera e deseja numa escola, mesmo que surjam casos positivos ao Covid 19 entre professores, alunos e pessoal auxiliar. As escolas não irão encerrar, pois a expectativa é que não se verifique um “descontrolo total da pandemia”.

Se, no início da pandemia, foram os pais os primeiros a retirar os seus filhos das escolas, também facilmente se aperceberam que a situação se tornava insustentável.

Com os avós nos lares e com famílias de filhos únicos, tiveram de ficar em casa para “tomar conta deles”, impossibilitando a presença no trabalho. Mesmo os que passaram a teletrabalho também se aperceberam que trabalhar e “tomar conta” do filho 24 horas por dia não é tarefa fácil.

Neste enquadramento, espera-se que a gestão da vida de uma escola não se transforme num espaço para “tomar conta” das crianças e dos jovens até ao aparecimento de uma vacina.

Na entrevista publicada nesta edição, Adelina Pinto mostra-se confiante de que tudo foi feito e está a ser feito para que a abertura do novo ano letivo “se faça de forma calma e serena” e que “as escolas estão preparadas” para receberem os alunos em conformidade com as normas emanadas pelo Ministério da Educação e da DGS.

Por isso, a escola vai ter um papel muito importante e que é a sua missão maior, educar os alunos para esta nova realidade. E educar os alunos será também educar as suas famílias.

A também vice-presidente da Câmara Municipal de Guimarães, que já foi professora, continua a defender que a escola tem como missão maior o seu papel na educação dos alunos e lamenta que a pandemia coloque em suspenso um conjunto de programas e atividades já enraizados nas escolas de Guimarães.

 

Sobe

Luz verde nas obras do centro

É a notícia de última hora. O Tribunal de Contas deu luz verde ao projeto de intervenção no centro da vila de Caldas das Taipas. Tudo indica que em meados de outubro iremos ter as máquinas no terreno para concretizar uma obra que trará diversas alterações à forma como nós vemos e vivemos o centro urbano. No final, apesar de algumas reticências, principalmente ao nível dos comerciantes, esperemos que seja o motor da revitalização do centro da vila de Caldas das Taipas.

 

Desce

Ribeira da Canhota

Em agosto fizemos o trajeto que liga o Açude d´Além à Praia Seca para vermos como estava o caminho da margem direita do rio Ave. Para além das dificuldades de acesso e da extensa vegetação que cobria esses caminhos, um dos locais mais complicados de todos é a Ribeira da Canhota, em pleno parque de campismo e de lazer das Taipas. Felizmente, a Junta de Freguesia está a proceder à limpeza desses caminhos. Falta, sem dúvida, tratar dos focos poluidores da Ribeira da Canhota.