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Editorial #290: Sofia Ferreira na Turitermas
Sexta-feira, Julho 31, 2020

No ano de 1985, a Assembleia Municipal do dia 19 de outubro, por proposta do então órgão executivo, aprovada no dia 5 de junho de 1985, deliberou a constituição da Taipas-Turitermas. Manuel Ferreira foi o seu primeiro presidente e a 22 de fevereiro de 1996, Remísio Castro assume a presidência da direção. Em 2005, após as eleições autárquicas de 9 de outubro, José Luís Oliveira assume os destinos da cooperativa, mas não viria a completar o seu segundo mandato, pois Ricardo Costa, também após as eleições autárquicas de 2009, viria a ocupar a presidência da Turitermas. A 9 de dezembro de 2019, José Maia Freitas assume a direção da cooperativa e abandona essa liderança passados poucos meses, vindo a ser substituído pela atual vereadora responsável pelo turismo, Sofia Ferreira, a 6 de julho de 2020.

À frente da cooperativa, desde a sua criação, somente estiveram pessoas ligadas ao Partido Socialista. Por isso, para o bem e para o mal, os socialistas são os únicos responsáveis pela gestão da cooperativa.

Com Remísio Castro, o presidente da Junta de Freguesia assumiu o cargo de presidente da direção. O mesmo já não aconteceu com Constantino Veiga (PSD), vencedor das autárquicas. A Câmara avançou, para assumir a direção da cooperativa, com os candidatos socialistas derrotados nessas eleições, José Luís Oliveira e Ricardo Costa. José Maia Freitas foi um presidente de uma certa continuidade, pois vinha da direção de Ricardo Costa. Passados 35 anos, a cooperativa volta a ter à sua frente uma personalidade de fora de Caldas das Taipas, Sofia Ferreira.

Com exceção de Manuel Ferreira (o Reflexo ainda não existia) todos os presidentes da Turitermas deram a conhecer nas páginas do jornal a visão que pretendiam implementar na cooperativa. O único que não o fez foi José Maia, apesar do nosso convite.  Sofia Ferreira aceitou prontamente o nosso convite para dar conta da sua estratégia para os próximos três anos.

Apesar de a cooperativa não atravessar um período tranquilo, Sofia Ferreira não fugiu às questões colocadas. Uma entrevista a ler com atenção.

 

A eleição para a federação distrital de Braga do Partido Socialista é um dos momentos políticos deste ano. Ricardo Costa perdeu as eleições, acabando por alcançar uma “vitória moral”, típica dos portugueses.

Não temos dúvidas que muitos socialistas se uniram a Ricardo Costa por motivos muito divergentes. Acreditamos que muitos deles, apesar da derrota, cumpriram o seu objetivo principal – dividir e acabar com o peso “daquele pessoal das Taipas”. Muitos socialistas da cidade tinham “uma espinha atravessada na garganta”, que foi iniciada com a derrota de Miguel Laranjeiro por Luís Soares. Começaram a saldar as contas. Falta saber quantos dos seus apoiantes irá manter Ricardo Costa em 2025.

 

Sobe

As questões não eram simples e o momento é tudo menos pacífico. Temos ainda a realidade de voltarmos a ter, depois de mais de duas décadas, uma pessoa de “fora das Taipas” a presidir aos destinos da maior gestora de valências públicas da vila.

Apesar destes condicionalismos, com poucas semanas no cargo, Sofia Ferreira não teve problemas em abordar as questões relativas à cooperativa.

Não terá um caminho fácil pela frente, pois todos os problemas ou conquistas da cooperativa foram da responsabilidade da gestão socialista, não há elementos políticos externos para justificar o que quer que seja.

 

Desce

A falta de civismo

A parque de lazer da Praia Seca tem vindo a sofrer diversas intervenções para dotar aquela área com as melhores condições para que a população possa usufruir do espaço tranquilamente e em segurança. Infelizmente, passados poucos dias da sua inauguração, o bar instalado foi logo assaltado.

Por outro lado, a Praia Seca nunca foi um lugar para se ir de carro, mas os tempos e o próprio espaço eram outros. Aumentando-se a área de lazer, naturalmente chama mais gente… de carro e o estacionamento torna-se escasso.