Editorial #277: Inauguração da EB 2,3
Sábado, Julho 6, 2019

Foi mesmo com pompa e circunstância que tivemos a inauguração da nova EB 2,3 de Caldas das Taipas. Foi um mar de gente, onde todos se envolveram. Não conhecíamos o interior da mesma e, numa primeira impressão, podemos afirmar tratar-se de uma excelente escola, com condições que não são fáceis de encontrar em qualquer lado.

As intervenções foram todas direcionadas, talvez mesmo influenciadas pelas circunstâncias, para o processo da sua construção, para o papel do presidente da Câmara no mesmo e para o resultado final da obra.

Sinceramente, esperávamos ouvir nas intervenções de 24 de junho, dia da inauguração da escola, algo mais sobre o que nos reserva o futuro em termos de população educativa, razão básica da existência das escolas. Se olharmos para os dados a nível do concelho, que em maior ou menor proporção afetam todas as freguesias de Guimarães, podemos ver que entre 2001 e 2017 o total de alunos matriculados nos ensinos pré-escolar, básico e secundário passou de um valor total de 29.534 para 22.552, uma quebra de 6.982 alunos. Se quisermos partir do princípio de que cada turma possa ter em média 22 alunos, essa quebra representa uma diminuição de 317 turmas.

Se na educação pré-escolar se registou, em igual período de tempo, um aumento das crianças a frequentar esse nível de ensino (294 alunos, em virtude das políticas municipais de generalização da oferta) e um aumento de 320 alunos no ensino secundário (explicado principalmente pela escolaridade obrigatória até ao 12º ano e pela oferta no ensino profissional), em qualquer outro nível de ensino verifica-se uma quebra de alunos: 4125 alunos, no 1.º ciclo; 1668 alunos, no 2.º ciclo e 1803 alunos, no 3.º ciclo.

Se olharmos para as três escolas da proximidade, as EB 2,3 de Caldas das Taipas, Briteiros e Ponte, de acordo com os dados publicados no “Infoescolas” do Ministério da Educação, entre 2013/14 e 2016/17, no conjunto das três escolas temos uma quebra de 300 alunos, desde o 5.º até ao 9.º ano.

Existem duas possibilidades de inverter esta situação: através de um aumento da natalidade ou de um aumento populacional em Guimarães que possa resultar de movimentos migratórios na sua direção. Não podemos esquecer que Guimarães registou uma quebra populacional entre os últimos dois censos, enquanto Braga e Famalicão, por exemplo, aumentaram a sua população.

Também percebemos que em dia de festa, os dados mais preocupantes possam ser colocados um pouco ao lado. No entanto, se a situação não se inverter, vamos ter problemas sérios a muito curto prazo.

SOBE: Eco-Freguesia

Sem dúvida que um dos destaques positivos do mês foi a atribuição do Galardão Eco-Freguesia XXI a Caldas das Taipas. Com uma pontuação de 87%, Caldelas obteve a melhor classificação, a nível nacional, de todas as freguesias concorrentes a essa distinção.

Trata-se de reconhecer as boas práticas nos domínios social, económico e ambiental desenvolvidas pelas inúmeras instituições da freguesia durante o ano de 2018.

Naturalmente que uma vila ecológica (onde há muito a fazer) se constrói ao longo dos anos e sempre de uma forma sustentável e espera-se que a vila esteja na linha da frente a cumprir as metas e objetivos da Agenda 2030.

DESCE: Pormenores da Festa da Vila e S. Pedro

As festividades desta festa popular começaram um pouco como o tempo, um pouco mornas, mas acabaram em grande. As principais noites foram de nível elevado e talvez se tenha registado a maior afluência, dos últimos anos, na procissão de S. Pedro. Por outro lado, o S. Pedro Não Dorme tem condições para se afirmar.

Os pormenores passam pela Feira da Francesinha. Somente três casas da especialidade presentes no recinto do antigo mercado não valorizam o certame. Existiu um certo esvaziamento de atividades no centro da vila. São opções, mas são naturalmente discutíveis.