Editorial #273: Palavra à oposição e o espaço vivido
Segunda-feira, Março 4, 2019

A 1 de outubro de 2017, o Partido Socialista voltou ao poder em Caldas das Taipas. Essas eleições ficaram marcadas pelo facto de o PS ter ganho com maioria absoluta e a CDU não ter conseguido eleger qualquer membro para a Assembleia de Freguesia. Manuel Ribeiro, candidato pela coligação Juntos por Guimarães, perdeu as eleições, não conseguindo dar continuidade aos três mandatos que essa coligação conseguiu dar a Constantino Veiga.

Manuel Ribeiro foi convidado a apresentar um balanço da atividade da nova Junta de Freguesia de Caldelas liderada por Luís Soares. Naturalmente habituado a defender o papel do executivo da Junta de Freguesia, agora, na oposição, mostra-se bastante crítico pela forma como a nova Junta de Freguesia tem atuado em diversas áreas e pelos projetos que foram prometidos em campanha eleitoral e ainda não saíram do papel.

Para o líder da oposição, a Junta de Freguesia das Taipas “é especialista em propaganda política”, querendo apropriar-se de tudo o que de positivo se vai fazendo na vila e acusa o executivo de “inventar dívidas do anterior executivo para justificar a falta de investimento ou de concretização do que prometeram durante a campanha eleitoral”.

A EB 2,3 abrirá as suas portas no início do próximo ano letivo. O presidente da direção desta escola dá, nesta edição, conta do processo que o leva a tomar a posição de não abrir a escola sem esta ter todas as suas valências a funcionar em pleno.

Quanto à sua inauguração, tudo indica que seja a 24 de junho. Mário Rodrigues não está preocupado se isso vai acontecer nessa altura ou em setembro, já com a presença dos alunos.

Algo que também já está assente é o facto de a escola ter duas entradas para os seus alunos. O objetivo é proporcionar uma maior fluidez do trânsito na sua entrada principal, na rua do Escalheiro, apresentando como alternativa o acesso pela rua Professor Manuel José Pereira, junto ao centro de saúde.

As relações que temos com o espaço em que vivemos ficam indelevelmente marcadas pelas pessoas que nos acostumamos a ver em determinados locais, pelas pessoas com quem nos cruzamos habitualmente e, naturalmente, com as conversas e atividade que vamos tendo com elas ao longo dos tempos. Quando desaparecem essas pessoas, o espaço fica vazio. Passamos por esses locais, olhamos para determinados locais e a sensação é de vazio ou falta de algo por essas pessoas não estarem lá. No meu caso, a avenida da República não é a mesma sem o professor Carlos Guimarães.