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Editorial 260: O que podemos encontrar nas escolas de Guimarães?
Quinta-feira, Fevereiro 8, 2018

O início de fevereiro ficou marcado pela apresentação dos dados sobre os exames nacionais, ao nível do ensino básico e do ensino secundário, realizados em 2017, ou seja, a divulgação dos conhecidos rankings nacionais.

A iniciativa recua ao ano de 2001, quando foram publicados pela primeira vez. O Ministério da Educação, depois de muito pressionado, começou a disponibilizar essa informação e os órgãos de comunicação social, com base nesses dados, começaram a dar conta do posicionamento das escolas privadas e públicas, utilizando as médias alcançadas pelas diferentes escolas nesses exames nacionais.

É certo que, com o passar dos anos, com mais informação, deixou-se de olhar só para essas médias e existem diferentes formas de se analisar esses resultados.

Continuamos a pensar que, apesar de alguns constrangimentos, as vantagens superam claramente os desvios que se possam fazer com esses dados.

Cada escola tem de ter a capacidade de se abstrair das análises mais superficiais que possam ser publicadas na imprensa ou nas redes sociais, para, internamente, analisar esses dados e saber potenciar essa reflexão, para melhorar a sua prestação. Deverá ter, também, a capacidade para explicar à comunidade onde se insere, esses mesmos resultados.

Posto isto, convidamos os leitores a uma leitura mais particular das classificações gerais e desagregadas por disciplinas dos resultados publicados pelos diferentes órgãos de comunicação social e, numa versão mais geral, para a situação das escolas do concelho de Guimarães publicadas nesta edição.

Nesta leitura, não se deve ficar somente pela posição no ranking nacional, mas prestar um olhar atento aos dados do contexto social de cada escola, ao número de anos de escolaridade dos pais dos alunos, ao sucesso escolar, aos apoios sociais escolares, por exemplo, que devem merecer uma atenção muito particular.

Também deve ser tido em conta, naturalmente, se estamos perante uma escola privada que só aceita os alunos que quer e que possam pagar as mensalidades ou se estamos perante uma escola pública, que tem de aceitar todos os alunos, independentemente da sua vontade de frequentar o ensino obrigatório e dos seus horizontes e objetivos enquanto estudantes.