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Editorial 258: Época Natalícia
Terça-feira, Dezembro 26, 2017

O tempo é tramado. Quando damos por nós, já está mais um ano a terminar. Quando a soma de vários anos nos dá o número 25, ficamos mesmo um pouco surpreendidos, o jornal Reflexo entra nas comemorações dos seus 25 anos de existência!

A passagem do tempo também nos mostra a evolução da sociedade onde vivemos. Passámos o tempo de infância a acreditar no “Menino Jesus que deixava as prendas durante a noite de Natal”. Como tal, essa noite era passada com alguma ansiedade à espera de ver o que Ele tinha deixado. É certo que, naquela altura, não deixava nada de especial comparado com os tempos de hoje, digamos que era um Menino Jesus com algumas limitações financeiras, mas isso nunca terá sido o mais importante.

Com a idade e pelas responsabilidades familiares, muitos passaram a ter de desempenhar o papel de Menino Jesus. Como mandava a tradição, só chegava a casa durante a noite, por muito que surgissem algumas reclamações de que noutras casas chegava mais cedo e que não valia a pena esperar pela manhã seguinte.

Com o tempo, muitas famílias renderam-se e o Menino Jesus passou a chegar mais cedo a casa ou foi mesmo substituído pela chegada do Pai Natal à meia-noite.

Outra mudança a que fomos assistindo foi o fim da Missa do Galo. Como podemos ler nesta edição, é uma tradição que praticamente desapareceu em Guimarães. Várias razões são apontadas, desde a quebra de participantes até ao envelhecimento da população aliado às melhores condições em que as pessoas vivem (o frio da noite e uma gripe nestas idades pode ser complicado). No entanto, acrescentamos nós, o facto de as famílias terem substituído o Menino Jesus pelo Pai Natal da meia-noite também terá dado um contributo para o desaparecimento desta tradição. Nos dias de hoje, cada vez temos mais restaurantes abertos e vão surgindo alternativas musicais para essa noite, que perspetivam mais mudanças para esta noite de Natal.

Para finalizar e como manda a tradição: um Feliz Natal e um excelente 2018 para os nossos amigos, os nossos leitores, os nossos anunciantes, os nossos colaboradores e todos os que vão partilhando esta aventura de termos o reflexo do que se vai passando impresso no jornal.

Sobe  25 anos de Reflexo
Por vezes também temos direito a um destaque. Em novembro/dezembro de 1993 estava nas bancas a edição n.º 0, do jornal Reflexo. Com o preço de 200$00, pretendia ser “o espelho de uma população” e daí o seu nome que fugia às tradições do jornalismo regional. Manuel António Silva, Pedro Vilas Cunha, Miguel Oliveira, Paulo Sousa e Jorge Marques foram os destemidos que criaram este projeto jornalístico que, agora, entra no seu 25.º aniversário. Esta longevidade deve-se em muito aos leitores e a todos os que das mais diversas formas colaboram com o jornal, bem como, será de frisar, à amizade e respeito existente no seio deste projeto de comunicação.

Desce  Falta de médico de família na USF Ara de Trajano
Foi uma das nossas notícias no Reflexodigital do mês de novembro, a existência de cerca de 2000 utentes que não têm médico de família na USF Ara de Trajano. Esta situação vem-se arrastando desde maio de 2015, altura em que Mário Dias de Castro se afastou por motivo de doença e, depois, se aposentou em setembro de 2016. Apesar de cerca de 400 utentes terem arranjado uma alternativa, os outros 1600 utentes vivem uma situação insustentável. Espera-se que a ARS Norte resolva este problema, pois será injustificável que não o faça a muito curto prazo.