Editorial 252: Agarrar as rédeas do nosso próprio destino
Sábado, Junho 17, 2017

A Escola Secundária e a EB 2,3 de Caldas das Taipas passaram, muito recentemente, por processos eleitorais para o cargo de diretor de cada uma destas escolas. À frente delas estavam, respetivamente, José Augusto Araújo e Mário Rodrigues.

Mário Rodrigues lidera a EB 2,3 desde 1993 e terá sido uma conjuntura mais recente que o impeliu a uma recandidatura a um novo mandato, enquanto diretor. A escola será demolida a partir de finais de junho e, nestas circunstâncias, 2017/18 será um ano letivo complicado com a deslocalização dos alunos por diversas escolas. Como tal, Mário Rodrigues decidiu-se por um último mandato.

A notícia acaba por ser a não recandidatura de José Augusto Araújo a um novo período de quatro anos à frente da Escola Secundária. O ainda diretor da escola secundária da vila está à frente deste estabelecimento escolar desde o ano letivo de 1998/99. Apesar de algumas declarações do próprio, de que não se iria recandidatar, esta realidade acabou por surpreender grande parte da comunidade escolar.

O caminho seguido por estas duas escolas está marcado pela forma indelével como estes responsáveis foram dirigindo e implementado os seus projetos educativos. Não temos dúvidas que a vila reconhece o esforço e empenho destes dois diretores, ao longo destas últimas décadas.

Frequentemente se ouve dizer: “na vila não se passa nada”. No entanto, a realidade mostra que não é bem assim. Praticamente todos os fins-de-semana, em Caldas das Taipas e freguesias vizinhas (para não falar de Guimarães), existe uma oferta cultural e desportiva diversificada.

A partir de junho, para além dos eventos dos “Banhos Velhos” e do “Excentricidade” e de outras festas populares, junta-se a programação das Festas da Vila e S. Pedro. Por esta diversidade e qualidade das iniciativas não se justifica o “não se passa nada”.

Ponto final. A frase que dá origem ao título deste editorial foi pronunciada por Angela Merkel, após as cimeiras da NATO e do G7, do passado 28 de maio. O contexto político em que foi dito transforma esta frase num momento histórico. O “guarda-chuva” militar americano está a fechar-se com Donald Trump e a Europa sabe que, estando por sua conta e risco, é muito frágil no contexto geopolítico e militar mundial.