O edifício de apoio ao parque de Vila Nova que quer ser casa mortuária
O edifício de apoio ao parque de Vila Nova que quer ser casa mortuária
Quinta-feira, Maio 11, 2017

Edifício terá uma área de construção de 270 metros quadrados para uma área multifuncional. Junto a este, nascerá um outro edifício com sanitários e um bar de apoio.

O processo parece complicado, mas até tem uma explicação simples. A Junta de Freguesia da União entre Vila Nova e S. Clemente de Sande pretende construir uma casa mortuária num terreno junto à área adjacente à igreja paroquial; no entanto, como se trata de um terreno incluído na Reserva Agrícola Nacional (RAN) não o pode fazer.

Esta incompatibilidade poderá ser ultrapassada se a Câmara Municipal de Guimarães evocar o interesse público do empreendimento para desafetar esse terreno à RAN. Para isso, a proposta terá de ser para a construção de um edifício de apoio ao parque de Vila Nova.

Apesar das reservas de Torcato Ribeiro, vereador da CDU, manifestadas em anterior reunião do executivo que levou à retirada da proposta da agenda, agora, a 11 de maio, o documento foi mesmo posto à votação e foi aprovado com as abstenções da CDU e dos vereadores eleitos pela coligação Juntos por Guimarães.

Relembre-se que na reunião camarária de 27 de abril, o vereador comunista dava conta desta dúbia situação que agora deixaria de ser: “Estamos a aprovar um edifício que não pode ser uma casa mortuária, mas que no futuro será uma casa mortuária”, afirmou Torcato Ribeiro.

A construção de uma casa mortuária em Vila Nova de Sande perto do cemitério é uma velha aspiração da população desta freguesia. As pretensões esbarravam no PDM e no regime regulamentar da RAN que impossibilitam a construção de um edifício para esse fim num local inserido em espaços verdes de utilização coletiva. Agora com a aprovação de uma edificação de “apoio ao parque” terá sido dado mais um passo nesse sentido.