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Ecovia e a quebra nos casamentos
Quarta-feira, Fevereiro 3, 2021

Em vinte anos, de 1999 a 2019, os casamentos em Portugal caíram cerca de 53 por cento. Passou-se de 68.710 casamentos, nesse primeiro ano, para 22.404 enlaces matrimoniais em 2019.
Num país onde a população é maioritariamente católica, o fenómeno desta realidade assume contornos mais dramáticos. Em idêntico período, os casamentos católicos registaram uma diminuição de cerca de 78 por cento, passando de 45.673, em 1999, para 10.037.
Naturalmente que este registo nacional se vai replicando por todo o país, evidenciando mudanças profundas na sociedade. Esta realidade agravou-se profundamente com a pandemia causada pelo novo coronavírus, como já demos conta nas páginas do nosso jornal e reforçamos num trabalho apresentado nesta edição. Verifica-se que em diversas paróquias circunvizinhas, em 2020, não se registou qualquer casamento e, em Caldas das Taipas, verificaram-se apenas dois casamentos, uma quebra de cerca de 88 por cento em relação a 2019. Se 12 casamentos já eram poucos, então quando se passa para dois, é uma evidência dos tempos conturbados que atravessamos. Infelizmente, os únicos valores que aumentam em todas as freguesias são os referentes aos números de óbitos.

O destaque desta edição vai, contudo, para os 29km da ecovia que o município vimaranense pretende executar em parceria com as 14 juntas de freguesia atravessadas por esta infraestrutura.
Se há assunto mais recorrente neste espaço é o dedicado ao nosso voltar de costas ao rio Ave. Nunca percebemos como é que os jovens de hoje não podem desfrutar do rio Ave e das suas margens como a minha geração usufruiu desses locais.
Este é um projeto que já há muito deveria estar no terreno. Só espero ainda poder usar toda essa extensão da ecovia de Guimarães.

SOBE
Realizaram-se no passado dia 24 de Janeiro as Eleições Presidenciais. Marcelo Rebelo de Sousa foi reconduzido no cargo, à primeira volta, com larga maioria dos votos dos portugueses. Num ambiente marcado pela pandemia da Covid-19 e por todos os receios e medos que tal levantou em torno dos eleitores, estão de parabéns as Juntas de Freguesia locais e os inúmeros voluntários que, regra geral, foram exemplares na organização das assembleias de voto.

DESCE
Numa altura em que o país continua numa situação de confinamento geral, fruto do agravamento dos casos da Covid-19, são revelados os dados (Sico da DGS) relativos ao número de mortos em janeiro de 2021.
No total, morreram em Janeiro 18.748 pessoas, mais 40% que no pior mês de Janeiro (2015) dos últimos 12 anos. A Covid-19 foi responsável por 27,8% (5.207 casos) das mortes deste número, o que corresponde a aproximadamente um em cada quatro óbitos. Com 75 anos, ou mais, faleceram em janeiro de 2021, 14.199 pessoas, que corresponde a 74.8% do total de falecimentos.