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É preciso banir os incompetentes
Quarta-feira, Setembro 6, 2006

O Verão está a chegar ao fim, mas a temperatura continua “quente” no clássico e podre mundo do futebol português. Não poderia, portanto, deixar patente neste espaço aquilo que me leva a partilhar com os caros leitores do “Reflexo” sobre o famigeradíssimo “Caso Mateus”. Essa novela que superou as audiências da “Floribela” e “Morangos com Açúcar”, cujo desfecho final ainda está por definir no “guião”.

Certo é: o Gil Vicente, no mínimo, vai parar à Liga de Honra. O Belenenses, fruto de uma erro grosseiro de secretaria, e não por causa do mérito desportivo, permanecerá entre os principais emblemas do futebol nacional.

Mas, ainda persiste a dúvida sobre a decisão que a FIFA revelará caso o clube de Barcelos persista na queixa que pretende elaborar para os Tribunais Europeus. Posto isto, os clubes portugueses – incluindo a Selecção – arriscam-se a ficar suspensos de participarem nas provas internacionais.
As “vítimas” de todo este processo, uma vez julgado, são o Gil Vicente (despromovido), FC Porto, Sporting CP. SL Benfica, Sp. Braga, Nacional da Madeira e Vitória de Setúbal (impedidos de participar nas competições europeias, que por mérito no campo conseguiram esse direito). E, o único beneficiado será o Belenenses (???), sem obter resultados para garantir a permanência na Super Liga lá vai permanecer à custa da “incompetêcia” que quem deveria ter, e assumir, importantes responsabilidades.

Certo é que as “vítimas” fazem parte de uma enorme fatia fo futebol português. E tudo porque não se tratou em devido tempo de todo este processo. Há que apurar responsabilidades e não se ficar por atribuir incmpetências à FPF ou Liga de Clubes. Por amor de Deus, estas instituições são geridas por pessoas… com nomes. Há que assegurar quem procedeu ao diferimento para a inscrição do jogador Mateus Galiano, se porventura não seria legal inscrever um jogador que nem sequer tinha contrato profissional antes de assinar pelo Gil Vicente. É necessário saber porque razão o Conselho de Justiça demorou tanto tempo a tomar uma decisão, independentemente dos recursos interpostos pelos envolvidos no processo.
Os clubes ainda têm uma palavra importante a dizer no seio dos organismos que superintendem o nosso futebol e devem marcar uma posição, a fim de banir de uma vez por todas as pessoas incompetentes e maleáveis que abundam nesta importante estrutura. Afinal, será que não há gente capaz e competente para exercer funções com rigor nesta matéria?