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Dimensão de Caldas das Taipas: O nosso “Mercado”
Quarta-feira, Novembro 14, 2018

19-07-1875 – Tumulto no Mercado das Taipas, pela elevação do preço do milho.

10-01-1877 – A Câmara attendendo à representação dos povos da freguezia de Caldellas e vizinhas, resolveu crear uma feira e Mercado annual, no lugar das Taipas, em dia de São Bráz, sendo domingo, e não sendo no domingo immediato ao São Bráz; e enviar a representação e resolução ao Governador Civil para este apresentar à Junta Geral do Districto.

27-04-1900 – Taipas: Não podemos por mais tempo, supportar os palavrões dos sardinheiros, que no nosso Mercado, vagueiam vendendo peixe. Vem a propósito dizer que não acho, nem ninguém acha este local próprio para esse fim, porque, além do mau cheiro que mais tarde virà a exalar o resto do peixe em putrefacção que fica aqui e alli, perdido e abandonado, não é conveniente, que os concorrentes a estas formosas thermas, que se fazem acompanhar de suas famílias ouçam tão baixa linguagem, o que será nocivo à educação das creanças que por ahi passeiam. Temos n’esta povoação, uma espaçosa Alameda aonde seria mais airoso estabelecer-se o Mercado do peixe; ahi n’esse local quasi sempre deserto, ao menos não soarão «tão mal» os taes palavrões. Bom será que o meu justo pedido, que constitue um bem para a nossa povoação, não fique esquecido – notícia jornalística.

02-01-1902 – Foi nomeado Vereador de Caldas das Taipas, António da Silva Carvalho Salgado.

08-01-1902 – Pelo Vereador António da Silva Carvalho Salgado foram pedidos diversos esclarecimentos sobre o aluguer de terrenos ocupados por barracas, no Mercado semanal das Taipas.

15-07-1902 – A Câmara deliberou solicitar, do senhor administrador do concelho de Guimarães, providências para que sejam mandados retirar do Mercado das Taipas, freguesia de Caldelas, diferentes indivíduos que ali aparecem com aparelhos para jogos proibidos por lei.

06-09-1905 – A obra de construção d’uma Praça para Mercado, na povoação de Caldas das Taipas, foi orçada na importância de 2:700$000 réis; a canalização d’águas foi orçada na importância de 2:000$000 réis. A Câmara deliberou que os projectos alludidos fossem enviados a estação tutelar, para merecerem a necessária sanção, conjuntamente com o projecto já aprovado pela Câmara, da reforma da canalização da água potável e do approveitamento d’esta em um tanque para bebedouro de gado, e serviço d’incêndios na povoação de Caldas das Taipas.

10-01-1906 – O Excelentíssimo Presidente da Câmara apresenta o seguinte relatório: “ (…) 12.º – Praça do Mercado nas Caldas das Taipas – a avultante concorrência de gentes e Mercadorias à feira semanal d’esta povoação, com os Mercados diários que nela se fazem, principalmente na estação balnear, exigem que se proporcione um lugar apropriado para as transações. Atende a esta necessidade o projecto elaborado que está orçado em 2:700$000 réis, cuja realização imunedrata não duvido propor à Câmara, não só fechar razões exfrontas, como porque esta despesa é cobremente compensada e até excedida pelas Caldas das Taipas, em vigor provenientes dos lugares ocupados para a vantagem de géneros”.

25-05-1909 – Nas Taypas: Transcrevemos na íntegra uma parte da correspondencia de 14 d’este, da ridente povoação das Taypas, referente a uns melhoramentos que se projectam fazer alli (…) Para este e outros melhoramentos como seja a construção d’uma Praça do Mercado, está o cofre Municipal habilitado, em parte pelo emprestimo que este municipio contrahiu, e em parte habilitar-se-ha contrahindo um emprestimo baseado nos rendimentos do Estabelecimento Thermal e nova praça. É preciso que os nossos rivaes de Vizella não sejam só os contemplados, pois ha annos que todo o dinheiro Municipal é pouco para lá, e para nós, nem uma de X se tem gasto. Somos contribuidos e pagantes, também temos direito a que connosco seja gasta alguma quantia, ainda pequena. – notícia jornalística.

12-04-1911 – A Câmara deliberou expropriar amigavelmente D.Rosa Conceição Barros Marques, viúva, proprietária, moradora na cidade do Porto; António de Freitas Ribeiro, casado, proprietário, da cidade de Guimarães; e a José Antunes Machado, casado, proprietário, da povoação de Caldas das Taipas, 1100 m² de terreno, sito na Praça da República, da povoação de Caldas das Taipas, pela quantia de 550$000 réis, necessários para a construção do Mercado das Taipas. Conforme o projecto aprovado pela Câmara em sessão de 15 de Março, e pela Comissão Distrital em 31 do mesmo mês do corrente ano, autorizando o Senhor Presidente a proceder ao seu pagamento por ocasião da celebração dos contractos.

31-05-1911 – Foi adjudicada a José Ribeiro Barbosa pela quantia de 1:000$000 réis, a obra de construção de uma Praça de Mercado, na povoação de Caldas das Taipas, freguesia de Caldelas, sob a base de licitação de 1:100$000 réis.

16-04-1912 – Foi presente o auto de exame e vistoria, dos trabalhos da obra de construção de uma Praça para o Mercado, da povoação de Caldas das Taipas, de que a Câmara ficou inteirada reconhecendo a sua certidão, mandando que o mesmo fosse junto ao respectivo processo de arrematação.

30-04-1912 – A Câmara deliberou assalariar Joaquim Leopoldino Lamoza, morador na freguesia de Caldelas, para exercer o cargo de Cobrador da Praça do Mercado de Caldas das Taipas, com a obrigação de proceder diariamente à limpeza da mesma Praça, e direito ao vencimento de $200 réis diários, conforme a verba votada no respectivo orçamento, pago mensalmente.

07-05-1912 – Termina a obra de construção do Mercado das Taipas, onde se conseguiram reduzir os custos orçamentados. A parte sobrante do valor de 933$700 réis é aplicada numa obra da cidade.