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Dar Vida à Vila, com ética política
Quinta-feira, Julho 12, 2018

A Câmara Municipal aprovou um apoio de 6 mil euros à Comissão de Festas Dar Vida à Vila.

O PSD, por princípio, é sempre a favor que a autarquia apoie atividades e investimentos levados a cabo pelo nosso riquíssimo e indispensável movimento associativo. Felizmente, em todas as freguesias do concelho, existem inúmeras associações das mais diversas áreas que promovem planos de atividades fundamentais para as suas dinâmicas, contribuindo fortemente para a qualidade de vida dos Vimaranenses.

Em regra, o movimento associativo resulta da agremiação de cidadãos em torno de objetivos de serviço à comunidade e que se materializam em associações culturais, desportivas, sociais ou recreativas. Em muitos casos, menos formais, revestindo-se em comissões de festas em torno dos padroeiros e imanam, normalmente, das Comissões Fabriqueiras.

Quando recentemente votamos na câmara os apoios culturais, ficamos na dúvida sobre uma das propostas apresentadas e que diz respeito à Comissão de Festas Dar Vida à Vila. Não tendo informação atempada sobre esta comissão, votamos a favor confiando que cumpriria o regulamento municipal.

Mais tarde percebemos que o “padroeiro” desta comissão de festas não era o santo da freguesia, mas sim o Partido Socialista. É precisamente neste facto que está o cerne da questão e que motivou posteriormente a nossa censura à aprovação anterior.

A comissão de Festas Dar Vida à Vila, das Taipas entenda-se, nasce de um projeto político partidário. O Partido Socialista das Taipas, ao longo de vários anos, assentou neste grupo de Taipenses e nas suas atividades, todo o seu projeto político de conquista de poder nesta Vila.

São os próprios dirigentes a assumir que, por causa das eleições, foi necessário criar uma comissão de festas para realizar as habituais iniciativas do Partido Socialista das Taipas. Não restam dúvidas dos fins e dos meios utilizados. Um projeto partidário com um objetivo claro.

Até aqui tudo bem, os partidos têm as suas dinâmicas de implantação nas comunidades e legitimamente podem ter um plano de atividades que financiam.

O que não pode acontecer é ser a autarquia a financiar as atividades de um partido político. Se legalmente podem existir várias interpretações e dúvidas, que eu não tenho, moral e eticamente esta postura é para mim completamente censurável.

Já imaginaram se pelas 48 freguesias do concelho nascem comissões de festas dos vários partidos a apresentar candidaturas ao regulamento de apoios culturais? Que critério vai usar a câmara municipal para agora recusar semelhantes apoios?

Fica a sensação que para o Partido Socialista vale tudo, que o despudor é tal que não tem mal a câmara municipal financiar as atividades do Partido Socialista, o importante é que resulte em votos.

Haja mais respeito pelos Vimaranenses.