Crematório no cemitério de Monchique vai ser finalmente uma realidade
Sexta-feira, Novembro 25, 2016

Novo equipamento será o terceiro do género no norte de Portugal e deverá estar operacional em 2017. A exploração do crematório será entregue a uma empresa privada.

Foi aprovada esta quinta-feira, 24, a proposta para a concessão do Crematório de Guimarães. Pela primeira vez, está aberto um concurso único para a conceção, construção e exploração de uma infra-estrutura. O objetivo é que seja gerido por uma empresa privada, facto que mereceu as críticas de Torcato Ribeiro, vereador comunista, que tem sido a grande voz reivindicadora do crematório.

Este será o terceiro crematório do norte do país e que poderá tornar-se uma realidade já em 2017. “Pensámos sempre que o serviço devia ser feito pela autarquia. Custaria 600 mil euros, o que representa menos de meio ponto percentual no Orçamento da autarquia para 2017”, pontuou o vereador Torcato Ribeiro, que lamenta que a Câmara tenha passado a gestão do crematório a uma entidade privada.

Os preços também foram alvo de reparo: “Há uma taxa máxima de 250 euros. Além disso, no próprio regulamento, não se contempla o facto de as pessoas serem de Guimarães”. Salientou ainda que o crematório prevê a abertura em apenas em cinco dias da semana.

Amadeu Portilha, vereador do Urbanismo, destacou o “espaço de grande importância para Guimarães e também para a região”, mas que é muito exigente devido à “pormenorização técnica”. Quanto aos preços, salientou que o intervalo de preços é entre 100 e 250 euros, o que poderá tornar o crematório de Guimarães mais competitivo.