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COVID: Como O Vírus Irá Desaparecer…
Quarta-feira, Dezembro 30, 2020

A par da maior campanha de vacinação da História, que vai imunizar 450 milhões de pessoas em 27 países – objetivo da União Europeia para controlar a atual pandemia –, há também uma outra campanha a realizar com urgência: o combate do vírus da desinformação.

Ponto prévio. A seguir à água potável, as vacinas são o meio mais seguro, eficiente e mais importante do mundo para salvar vidas. E o que se alcançou com a vacina contra a COVID-19 constitui um feito notável da Ciência – conseguido nesta pandemia, o que não tinha sido nunca possível noutras!

Vivemos 2020 com receio de sermos infetados e a clamarmos por uma vacina. Foi assim durante um ano. É bem provável que a viagem de regresso à normalidade tenha o mesmo período de tempo. A vacina, a primeira “arma” verdadeiramente eficaz, tem aqui um papel de enzima e de fermento de esperança neste conflito bélico invisível. É a luz ao fundo do túnel que mostra que a situação pode estar a normalizar-se.

Pior do que qualquer efeito secundário da vacina é realmente apanhar a doença. Isso é que não deve estar nos planos de ninguém! Sabe-se que uma vacina imuniza o corpo. E só se combate o vírus com a imunidade de grupo. Milhares de profissionais de saúde a serem vacinados dará, pois, confiança a quem estiver, ainda, renitente. Eles, melhor do que ninguém, sabem que a vacina foi rapidamente encontrada porque, perante uma situação catastrófica, foram disponibilizados recursos económicos inimagináveis que puderam eliminar, simplificar e acelerar (muito) determinados processos.

Não houve constrangimentos económicos, porque a situação era emergente. Por outro lado, a comunidade científica mundial uniu-se. Uma descoberta original sobre sequenciações do vírus era partilhada, de imediato, entre todos os cientistas, que forneceram gratuitamente os seus artigos, sem qualquer custo. Algo sem paralelo. Toda a gente nesta crise quis (e quer) ajudar. Os resultados são conhecidos e os estudos mostram que a eficácia da vacina é de 95%. Não é bom. É excelente.

Há vacinas que (já) tomamos com uma taxa de eficácia menor. E, pela sua importância, nem se colocam em causa! Porque, tal como na vida, nunca há risco zero. Uma coisa sabe-se: seguir este caminho é muito mais seguro do que não fazer vacina, correr o risco de apanhar a doença e estarmos expostos às complicações graves que a COVID nos coloca, além de estarmos a contribuir para o contágio de pessoas, muitas vezes nossas queridas e próximas.

Com a vacina, estamos protegidos e não temos infeção. O vírus perde força. E deixa de circular. Simples! Hoje, há euforia e entusiasmo, mas há também um longo caminho ainda a percorrer, desde logo que a vacina chegue a todos. Portugal não ficou à frente nem atrás de nenhum país da União Europeia na batalha de quebrar cadeias de transmissão. Houve trabalho. Muito. Em Guimarães, o Presidente do Município determinou para o novo ano o prolongamento de medidas de apoio a famílias, comerciantes, empresas e associações. Porque há outras “vacinas” que têm efeitos… (in)visíveis!

O mais longo ano de sempre das nossas vidas está a terminar. Já ficamos vacinados com… 2020! Sabemos o que é privação social e demais restrições. Que 2021 seja 2 em 1! Agora, é hora de unir, curar e reconstruir, depois de um ano de angústia, dor e perda. 2021 será, pois, o ano de todos os testes. Que seja também o ano em que o mundo tenha menos… pandemias!

Boa semana.

A última de 2020.

Finalmente.