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Contextile 2018: consolidar arte, tradição e inovação têxtil no território de Guimarães
Contextile 2018: consolidar arte, tradição e inovação têxtil no território de Guimarães
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Sexta-feira, Agosto 31, 2018

O início do mês de setembro será marcado em Guimarães pela quarta edição da Contextile. Dez espaços receberão obras de arte contemporânea, ligadas através dos fios da tradição têxtil na região do Vale do Ave e de Guimarães.

Começa no primeiro dia de setembro a quarta edição da Contextile – Bienal de Arte Têxtil Contemporânea, prolongando-se até ao dia 20 de outubro, com exposições para visitar em vários espaços da cidade de Guimarães.

A abertura oficial da bienal acontece no sábado, 1 de setembro, com um programa que se inicia pelas 15 horas, no Instituto de Design de Guimarães, onde estarão em exposição trabalhos de alunos de escolas que lecionam disciplinas relacionadas com o têxtil.

Daí em diante, as exposições irão abrir com uma cadência de um hora. No Palácio do Centro Cultural Vila Flor ficará instalada a exposição de trabalhos de artistas internacionais. Serão 58 trabalhos, que foram escolhidos pelo juri, num universo de 840 apresentados por mais de seis centenas de artistas.

O tema desta quarta edição da bienal – (in)organic – procura explorar as dinâmicas entre orgânico e inorgânico e tudo o que se pode associar a estes dois domínios, parte do material e do imaterial. Os trabalhos em exposição poderão ser apreciados numa dezena de espaços da cidade.

Um dos destaques vai para o trabalho que a artista norte-americana Ann Hamilton tem desenvolvido na cidade nos últimos meses. Hamilton é Professora responsável pelo Departamento de Arte da Universidade de Columbus, Ohio, e é convidada da Contextile 2018.

O seu trabalho, muito marcado pelos estímulos sensoriais no observador, desenha um quadrilátero definido pelo CIAJG e a Sociedade Martins Sarmento de um lado e do outro pelo Mercado Municipal e o CAAA.

Durante os vinte dias, a Contextile acolhe ainda a intervenção de Dvora Morag (outro dos destaques do programa), residências artísticas, workshops temáticos e as TextileTalks, bem como as exposições “Fiber Art Fever!” e “Magic Carpets”.

A Contextile vai na quarta edição – a primeira decorreu em 2012, ano em que Guimarães foi Capital Europeia da Cultura. O propósito tem sido sublinhado a cada edição e partindo da ideia do território de cultura têxtil.

Entregue à equipa de produção Ideias Emergentes, contando com o apoio da Direção Geral das Artes e da autarquia, a Contextile parte do envolvimento património, indústria têxtil e a criação artística contemporânea para ligar a tradição e inovação no têxtil, afirmando a cidade de Guimarães como Território de Cultura Têxtil.