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Concurso de Ideias valeu oito mil euros em prémios
Quinta-feira, Junho 14, 2018

As três propostas vencedoras nas categorias de Reflexão, Ideia e Intervenção foram apresentadas pelos próprios autores no passado sábado, num investimento de oito mil euros por parte da Câmara. José Mendes, Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, elogiou “a iniciativa inspiradora para se fazer pelo país fora”.

Pedro Santos, com “Reflexão propositiva sobre o Município de Guimarães” venceu na categoria de Reflexão (Prémio de 1000,00 €); Filipa Pereira, com “Implantação da realidade aumentada na PR3 GMR”, venceu na categoria de Ideia (Prémio de 2000,00 €) e Ana Isabel Silva e Vânia Silva, com “Museu Aberto de Couros”, venceram na categoria de Intervenção (Prémio de 5000,00 €).

Segundo o comunicado da autarquia, o secretário de Estado enalteceu a iniciativa que “chama as pessoas para o processo de governação” apontando que “é importante a cidadania ativa e mostrar as necessidades que o cidadão tem para expor as suas ideias de forma aberta e colaborativa”. José Mendes louvou “a iniciativa que partiu do próprio Município” e referiu que “isto só é possível lançando-se desafios aos munícipes a experimentar. É uma iniciativa inspiradora para se fazer pelo país fora”, referiu.

Em representação da autarquia, Fernando Seara de Sá realçou que as propostas que concorreram demonstram “uma cidade ativa, participativa, interessada e inteligente” ao vincar a qualidade dos temas expostos e nas questões que levantam para “o uso da cidade”, referiu o vereador do Urbanismo.

Processo sofreu vários atrasos

É o fim de um processo que sofreu um atraso de quase um ano. A Câmara Municipal de Guimarães anunciou em janeiro de 2017 a realização de um concurso de ideias: o objetivo passa por aproveitar apoios comunitários para concretizar as melhores ideias apresentadas pelos munícipes. O vencedor, segundo a calendarização anunciada, deveria ter sido divulgado no final do mês de julho de 2017. Mas as eleições autárquicas – e percebe-se agora a candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia – intrometeram-se no calendário e a reunião do júri do Concurso de Ideias voltou a ser adiado.

Ainda sem datas nem vencedores, o arquiteto Filipe Fontes, que era o mentor do projeto, pediu a sua demissão no final de março deste ano. O também diretor do Departamento de Projetos e Planeamento Urbanístico da Câmara alegou “exaustão e cansaço”. A 22 de maio deste ano, em comunicado de imprensa, a Câmara anunciou os vencedores. Durante todo este processo, nunca foram divulgados os nomes que compõem o júri e as dificuldades passavam pela agenda dos jurados, como justificou ao Reflexo Filipe Fontes, em julho e setembro do ano passado.

Isabel Loureiro – coordenadora executiva da Estrutura de Missão da Candidatura de Guimarães a CVE e, neste contexto, representante da Universidade do Minho -, Jorge Cristino – presidente do Laboratório da Paisagem e, como júri, aquele a que a organização designou como gestor político -, e uma técnica do município, Rita Salgado, foram os membros do júri que votaram as propostas vencedoras.

Na altura da apresentação, Domingos Bragança disse que estes projetos poderiam ser submetidos a candidaturas a fundos comunitários mas até agora não há nota de isso ter acontecido.