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Coligação apela à Câmara que suspenda o projeto Camões
Coligação apela à Câmara que suspenda o projeto Camões
Quarta-feira, Maio 24, 2017

A Coligação Juntos por Guimarães diz que é “cauteloso suspender” o projeto do parque de estacionamento de Camões até que haja eleições. Aquela força política vai dar nota formal da posição à Câmara, questionando o tempo em que se toma a decisão, a quatro meses das eleições. Para a atual oposição, o projeto “é tudo menos consensual”.

A Coligação Juntos por Guimarães decidiu convocar a imprensa para questionar o processo de adjudicação da construção do parque Camões. Orlando Coutinho, do CDS, um dos partidos que compõe esta coligação, destacou que esta posição assenta em dois pontos fundamentais: “a questão da legitimidade política e a questão financeira que o município terá na eventualidade na reunião de Câmara da próxima quinta-feira, como anunciou o presidente de Câmara, adjudicará a obra”.

“Sendo, como os técnicos dizem, uma proposta que vem de 2012, porquê adjudicá-la agora?”, questiona o presidente da concelhia do CDS, “a três meses das eleições”. “O presidente da Câmara teve três anos para discutir o projeto e teve três anos para executar o projeto e só agora a três meses das eleições é que decide adjudicar a obra”. Invoca ainda o “respeito democrático pelos vimaranenses que vão tomar uma decisão no próximo dia 01 de outubro”.

“Não ficou clara a existência de estudos técnicos que justifiquem um projeto daquela dimensão naquele local especificamente – e se há estudos porque é que até hoje não conheceram a luz do dia?”, questionou, acrescentando que não está “evidenciado o custo-benefício”, numa “obra que não é consensual como se verificou na sessão” de esclarecimento de segunda-feira.

“Estando a decisão tomada não é um efetivo e real debate é apenas e só uma ação de campanha de um partido e, nesta perspetiva, faz-nos pensar a forma como são geridos os nossos recursos”, pontuou César Teixeira, presidente da concelhia do PSD, adiantando que “não consegue perceber esta tentativa apressada de executar este processo”. Classifica a postura do candidato do Partido Socialista de “arrogante” porque “como se viu na sessão, o interesse público não está demonstrado”.

Colocando-se na posição de quem governa a Câmara, César Teixeira, afirmou que “num cenário em que daqui a quatro anos estando no poder estivéssemos a três meses [das eleições] e fazer uma adjudicação, naturalmente que não faria sentido sob ponto de vista político continuarmos com a execução da obra. Era o que faltava: era um desrespeito pelos vimaranenses, o mesmo desrespeito que aqui apontamos”.

Recorde-se que na sessão de esclarecimento convocada pela Câmara na passada segunda-feira, o presidente Domingos Bragança reafirmou que a decisão estava tomada e que a proposta de adjudicação do parque de estacionamento vai ser submetida à apreciação da vereação municipal esta quinta-feira.