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Coberturas
Quarta-feira, Dezembro 6, 2006

A evolução do futebol ditou um avanço na ocupação racional do espaço e a identificação das zonas de maior valor.

O tipo de marcações têm vindo a progredir no sentido do encurtamento do espaço, marcação à zona, em detrimento de marcações individuais ou marcações do tipo homem-a-homem.

As coberturas defensivas são fulcrais e determinantes para o desenvolvimento da marcação à zona. As coberturas não são apenas de foro defensivo, pois também se verificam nas acções ofensivas, mas com finalidades diferentes.

Nas acções ofensivas, o jogador de cobertura tem como intuito manter o equilíbrio atacante e criar uma linha de passe mais recuada e facilitada para o portador da bola. Estas coberturas têm obrigatoriamente de ser praticadas numa zona interior do terreno evitando uma diminuição da sua zona de acção devido à linha lateral. Podemos averiguar esta situação nas equipas que privilegiam a posse e circulação de bola.

No enquadramento defensivo, as coberturas têm como alvo o encurtamento do espaço de jogo do jogador adversário portador da bola, cortando-lhe uma importante linha de passe e impedindo a sua progressão em caso de ultrapassar o jogador de contenção. Assim como as coberturas ofensivas, as coberturas defensivas devem ser feitas numa zona interior do terreno aproveitando a linha lateral para reduzir o espaço do adversário.
Numa condição de transição defensiva (ter a bola – perder a bola) o jogador que estava a desempenhar uma cobertura ofensiva pode passar a exercer uma cobertura defensiva, se este se aproximar 2 a 3 metros da zona da bola.

Estes processos são bastante difíceis de serem assimilados e postos em prática por uma da equipa na íntegra, pois é necessário que os atletas tenham em atenção o posicionamento da bola, do adversário, do colega e o seu próprio posicionamento.