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Chef vimaranense aplaude criação de Escola de Hotelaria
Chef vimaranense aplaude criação de Escola de Hotelaria
Sábado, Dezembro 3, 2016

Mário Moreira esteve na última reunião da Assembleia Municipal para defender a criação da Escola Hotel anunciada recentemente pela autarquia. O chef de 60 anos salienta que o equipamento é fundamental numa cidade património da humanidade.

Mário Moreira, chef e formador na área de gastronomia, pediu a palavra no final da última assembleia municipal, que se realizou na passada segunda-feira, 28, para saudar a proposta de criação de uma Escola de Hotelaria em Guimarães. Recorde-se que no mês passado o presidente da Câmara Municipal, Domingos Bragança, avançou com a ideia de transformar a Casa do Costeado, na Cruz de Pedra, Creixomil, numa Escola Hotel, vocacionada para a formação académica de nível superior nas áreas de Hotelaria e Cozinha.

Durante um encontro com o ministro da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, o autarca sublinhou que esta nova infra-estrutura académica pode beneficiar a requalificação dos fornos da Cruz de Pedra, projetada para 2016, e a construção da Ecovia, que passará naquela zona fazendo a ligação à Horta Pedagógica. A Escola Hotel deverá ser feita em conjunto com o Instituto Politécnico do Cávado e Ave.

O chef salientou que, sendo “um apaixonado pela gastronomia”, “promove-a todos os dias”. Avançou que há 25 anos que vem defendendo a criação de uma infraestrutura agora anunciada por Domingos Bragança: “Posso dizer sem presunção que fui o seu precursor há uns cerca de 25 anos em muitas dezenas de reuniões promovidas e com adesão de muitas dezenas de profissionais de setor: cozinheiros, empregados de mesa, pasteleiros, empresários, onde um dos vários objetivos era exatamente a construção de estrutura, deste tipo, que de forma sustentada e consistentes, formasse os seus profissionais, para uma melhor capacidade de resposta”.

Mário Moreira, que também é membro ativo no Sindicato dos trabalhadores da Hotelaria do Norte, defende que a Escola Hotel poderá responder a “um enorme défice na formação e portanto uma quebra incompreensível [na oferta hoteleira] numa cidade património da humanidade e uma das mais procuradas em toda a Europa”. Acredita ainda que a infraestrutura poderá servir para consciencializar para os benefícios da dieta mediterrânica, património da UNESCO, combatendo a obesidade, o envelhecimento precoce e as doenças cardiovasculares. A melhoria nas refeições fornecidas nas escolas, hospitais e outros serviços públicos é outra das lutas deste chef vimaranense.

Texto Catarina Castro Abreu