PUB
Cápsula do Tempo sucede ao projeto Pergunta ao Tempo
Cápsula do Tempo sucede ao projeto Pergunta ao Tempo
© Direitos Reservados
Sexta-feira, Agosto 7, 2020

O projeto Pergunta ao Tempo dará lugar à Cápsula do Tempo. Em tempo de pandemia, este projeto de investigação e artístico que envolve alunos das escolas de Guimarães teve de se reinventar para fazer face aos constrangimentos provocados pela Covid-19.

“O projeto educativo que reúne desde 2016, a cada ano letivo, todos os alunos das turmas do 4º ano do concelho de Guimarães, reinventou-se em tempos de pandemia para evitar o encerramento precoce da sua 4ª edição, que se aproximava da fase final. E assim, os esperados resultados dos trabalhos desenvolvidos no âmbito do Pergunta ao Tempo transformam-se na Cápsula do Tempo que irá permanecer abrigada na Casa da Memória de Guimarães até à chegada do momento que a dará a conhecer e explorar, com os testemunhos partilhados pelos alunos, em variados formatos, durante a pandemia que atravessamos”, dá conta A Oficina.

No cerne do novo conceito, alunos do quarto ano de ensino básico de catorze agrupamentos escolares de Guimarães são desafiados a refletir sobre os tempos que estamos a viver, nomeadamente o contexto atual de pandemia.

“Assim, ao invés de colocarem questões ao tempo e as interpretarem – procedimento habitual no Pergunta ao Tempo – as crianças são colocadas no centro da ação e passam a ser elas a contar ao tempo, partilhando testemunhos sobre o período que atravessamos, que dita um distanciamento físico que é também, inevitavelmente, um afastamento das rotinas, mas também das relações que tínhamos estabelecidas”, aponta A Oficina.

A Cápsula do Tempo com as reflexões dos alunos vimaranenses será mantida na sala de acolhimento da Casa da Memória, para que futuramente possa voltar a ser aberta para analisar o seu conteúdo. “Aí deverão ser percebidas, com o distanciamento do tempo, em perspetiva, todas as dúvidas, receios, dificuldades, ansiedades e desafios dos tempos que vivemos à escala planetária. Talvez nos vejamos de uma outra forma e que tal nos lance numa renovada espiral de inspiração”, remata A Oficina.