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Campeonato da Europa
Segunda-feira, Julho 28, 2008

Tivemos uma Espanha de encher o olho. Uma Espanha capaz de construir o jogo a partir de trás, uma equipa que dominava os espaços curtos e que ostentou com uma qualidade técnica acima da média.

Se a memória não me falha, alguns destes atletas foram campeões da Europa em sub-17. Luís Aragonês que orientou o seu último jogo ao serviço da Espanha disse: “peguei numa selecção mas deixei uma equipa”, é bem verdade para jogar dessa maneira é mesmo necessário ter uma equipa, os movimentos ofensivos que esta selecção apresentou foram simplesmente fantásticos mas para pô-los em funcionamento é preciso haver uma articulação e um entendimento entre os jogadores de muita qualidade.

Os modelos de jogo adoptado pelas selecções neste campeonato, salvo algumas excepções, pareciam estandardizados, blocos defensivos médio-baixos, transições defensivas que privilegiam a reorganização da equipa, transições ofensivas em que a bola logo que recuperada é jogada em profundidade ou previlégio pelo jogo directo. Houve muita procura de jogar no erro do adversário.

A meu ver, a opção de modelos como este, tem a ver com o pouco tempo que se tem para preparar as equipas para a competição.

Tenho pena que a nossa selecção não tenha ido mais longe nesta competição. Parece-me que a nossa selecção não estava preparada com um plano B, caso as coisas não corressem bem. Sentiu-se a falta de um jogador importantíssimo, o Maniche.

Agora temos de estar preparados para uma revolução na nossa selecção pois “O Sargentão” tinha uma forma de ver o futebol e agora poderemos ter outro seleccionador com uma visão completamente diferente. Espero que esse seja realmente um factor determinante para a escolha de um novo treinador.

Daqui a pouco estaremos novamente voltados para o nosso campeonato nacional e espero que este seja mais competitivo e mais emocionante.