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Câmara segura Spinpark porque “empresa é fundamental”
Sábado, Novembro 26, 2016

Domingos Bragança admitiu elaborar e apresentar uma proposta do executivo que permita viabilizar a Spinpark. Oposição manifestou preocupações com dívida de sete milhões de euros.

Face às críticas à situação do Spinpark, entidade privada sem fins lucrativos de incubação de base tecnológica, que está em Processo Especial de Revitalização (PER) e que, segundo a oposição, tem salários em atraso, Domingos Bragança disse que “se for preciso, o executivo vai levar à Câmara e à Assembleia Municipais uma proposta para viabilizar a incubadora de empresas”. A oposição está preocupada com dívida de sete milhões de euros.

“Se for necessário uma intervenção da Câmara Municipal, ela será feita, não nos valores que estão a falar [especula-se uma dívida de sete milhões de euros ao Novo Banco], mas dentro do for comportável”, disse o edil, vincando que “esta incubadora de empresas é fundamental” e que “não falta quem a queira nos seus territórios”.

Domingos Bragança falava durante a Assembleia Municipal desta sexta-feira, 25, em que os problemas do Spinpark foram debatidos, apesar de “a autarquia não fazer parte da estrutura desta associação”. As críticas chegaram pela voz do líder da concelhia do PSD, César Teixeira, que denunciou “a forma calamitosa como estão as empresas que gerem de forma sucessiva o Avepark”. Mencionou as situações da “Avepark SA, que estava em falência técnica e que por isso foi incorporada pela Câmara Municipal, como da Spinpark, que está com um PER e com salários e atraso aos trabalhadores”.

Questionando directamente o executivo municipal, César Teixeira quis saber se “nas operações bancárias [realizadas pelo Spinpark] estão ou não envolvidas as prestações de garantias por parte do património do município de Guimarães”. Também Carmo Oliveira, deputado do MpT, que integra a Coligação Juntos por Guimarães, denunciou “salários em atraso a trabalhadores da Spinpark e resolução de contratos por justa causa por não pagamento de vencimentos em 2016”. “Diz que o conselho de gestão tem que ser pago com dinheiros das rendas e sem rendas não se pagam salários. O valor das rendas não chega para pagar as contas correntes”, vincou.

Domingos Bragança esclareceu que a “Câmara Municipal não pode onerar o seu património, é impedida por lei”, não podendo responder pelas dívidas daquela incubadora.

Texto Catarina Castro Abreu
Fotografia Arquivo Reflexo