Câmara quer esclarecimentos de Monteiro de Castro sobre “facilidades” dos seus técnicos
Câmara quer esclarecimentos de Monteiro de Castro sobre “facilidades” dos seus técnicos
Página FB da Coligação Juntos por Guimarães
Segunda-feira, Julho 10, 2017

As alegações feitas por António Monteiro de Castro foram alvo de um pedido de informação por parte da presidência da Câmara Municipal de Guimarães. Devido à gravidade do conteúdo das declarações, é pedido ao vereador que esclareça o efetivo significado das suas palavras.

Num comunicado emitido esta manhã, a Câmara revela que foi feito um pedido de informação ao vereador António Monteiro de Castro, eleito pela coligação Juntos por Guimarães, sobre “eventuais situações de acumulação de funções de trabalhadores do Município com funções privadas, ou mesmo de situações de incompatibilidades e impedimentos em processos que dão entrada nos serviços da autarquia”.

Este pedido vem no seguimento das declarações proferidas por este vereador no final da reunião de Câmara de quinta-feira, 6 de junho, quando disse que as pessoas recorriam a arquitetos da autarquia para “comprar facilidades”: “Quem vem cá comprar serviços aos arquitetos da Câmara, salvo exceções, vem comprar facilidades que normalmente correspondem a prejuízos para o município. É o técnico da Câmara que concede determinados benefícios que correspondem a prejuízos do município”. Monteiro de Castro falava a propósito do caso Ecoibéria em que diz que a empresa “recorre a um gabinete em que há um projetista em que ajuda numa série de circunstâncias”.

“Considerando a gravidade do alegado”, a autarquia solicita ao vereador que “informe que factos conhece, com dados objetivos e identificação das pessoas que alegadamente estão nestas situações, para posterior averiguação e eventual atuação por parte desta Câmara Municipal”, lê-se no comunicado da Câmara. Confrontado com estas declarações, o presidente Domingos Bragança respondeu que “se o senhor vereador tem provas fundamentadas que algum técnico não atua bem do ponto de vista ético só tem que comunicar isso por escrito ao presidente”.