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As camadas do Westway Lab começam a ser descobertas esta semana
Quinta-feira, Março 30, 2017

Para já o trabalho é de conceção, com o cruzamento de músicos de várias latitudes. O resultado das residências artísticas da quarta edição do Westway Lab virão ao mundo nos showcases no CC Vila Flor. Rui Torinha, programador do festival, apresenta-o como um organismo que se faz de camadas e que ao longo de duas semanas se vai desagregando à medida que é mostrado ao público e à cidade.

Começou a quarta edição do Westway Lab (WWL), em Guimarães. Desde o início da semana que as residências artísticas ocuparam as instalações no Centro de Criação de Candoso. Músicos de vários quadrantes e de várias origens geográficas juntam-se para, durante uma semana, criarem algo novo, que posteriormente irão mostrar ao público do festival. Para o diretor do festival, Rui Torinha, há a intenção de fazer um cruzamento entre músicos portugueses e os de origens distintas.

A experiência das residências artísticas, ainda de acordo com Torrinha, tem sido muito satisfatória. Um bom indicador é o facto de, após o WWL, alguns destes músicos que se conhecem em Guimarães, decidem dar continuidade às sua colaborações – de uma banda efémera passam a um projeto permanente. Esta é a vertente do festival que trabalha o processo criativo. A metáfora é de um organismo montado por camadas e as primeiras começam a ser removidas a partir da altura em que os músicos se conhecem e iniciam o seu trabalho em conjunto.

Às camadas habituais deste festival junta-se este ano uma outra – o cinema. A matéria sobre a qual converge toda a atividade do festival tem sido a música e é portanto natural que se congreguem os aspetos que unem a música e o cinema. É um esforço da direção do festival que cada vez mais a cidade faça parte integrante de toda a lógica do festival. Uma das novidades trazidas pela edição deste ano é a programação de concertos em quatro palcos na cidade. Os oito city showcases programados irão acontecer em quatro espaços: Convívio, CAAA, All Guimarães, Bar da Ramada, com concertos de entrada gratuita.

A relação do WWL com a cidade não se fica por aqui. Num registo de continuidade com as edições anteriores, as talks – conversas informais entre agentes, promotores e artistas acontecerá a partir de quarta-feira, 5 de abril, novamente em locais emblemáticos de Guimarães, como sendo o Cor de Tangerina, a tasca do Tio Júlio e o café Milenário. Rui Torrinha recorda que estes momentos descontraídos servem para desconstruir algumas ideias que são expostas nas Conferências PRO, que são destinadas a agentes da indústria musical, a que apenas é possível assistir por inscrição.

O programador do WWL, Rui Torrinha tem noção que não é fácil perceber à partida o que é o festival e talvez por isso o seu reconhecimento da validade do seu modelo venha mais do exterior do país. “Este é um problema de comunicação que temos de saber resolver, mas há de facto o impacto tem sido tão interessante e surpreendente. Tanto que há a passibilidade de colaborações ao nível internacional”. Na origem do WWL esteve uma ideia mais ambiciosa e porventura mais utópica, que é criar uma rede que complete ou restantes quadrantes geográficos, com rede NorthWay, SouthWay e EastWay. Esta ideia não foi posta de lado e as conversasões com outras cidades europeias continuam.

Além dos showcases tanto no café-concerto do CC Vila Flor como nos city showcases, a face mais visível do WWL são os concertos que decorrerão nas duas salas principais. O destaque vai para a encomenda do festival ao projeto Quest, de Joana Gama e Luís Fernandes, para se juntarem à Orquestra de Guimarães e apresentarem um concerto único a que chamaram “At The Still Point of The world”. A ideia deste concerto estimulou o interesse do Teatro Maria Matos, onde o concerto será apresentado logo no dia seguinte da estreia em Guimarães. A Orquestra de Guimarães será dirigida pelo maestro Vítor Matos.

O programa do quarto Westway Lab ficará completo com os concertos de Buslav (7, café concerto); Lince, projeto da vimaranense Sofia Ribeiro (8, pequeno auditório); os brasileiros XIXA e os We Can’t Win, Charlie Brown (8, grande auditório); e o regresso dos :papercutz (8, café concerto).

Programa Westway Lab

eventos abertos ao público

DiaHoraO QuêOnde
QUA 518:00hTalksCor de Tangerina
21:30hShowcases
Jaran + Yafeni
Buslav + Urso Bardo
CCVF Café Concerto
The MondanesCCVF Café Concerto
QUI 617:00hPhobosCCVF Sala de Ensaios
18:00hTalksTio Júlio
21:30hShowcases
The Courettes + Nick
III
CCVF Café Concerto
Yuma Sun
SEX 718:00hTalkCafé Milenário
22:00hQuest + Orquestra de GuimarãesCCVF Grande Auditório
23:00hBuslavCCVF Café Concerto
SAB 815:00hAdéeConvívio
15:30hOhrnCAAA
16:00hJoel SarakulaAll Guimarães
16:30hCristóvamBar da Ramada
17:00hMaybe CanadaConvívio
17:30hThe JoolesCAAA
18:00hSerushiôAll Guimarães
18:30hVienna DittoBar da Ramada
21:30hLINCECCVF Café Concerto
22:15hXIXA + You Can't Win, Charlie BrownCCVF Grande Auditório
24:00h:papercutzCCVF Café Concerto