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Editorial 249: Caldas das Taipas no concelho e pelo mundo
Segunda-feira, Março 6, 2017

Apesar de estar do outro lado do mundo, Timor Leste mexe muito com os portugueses. Devido à ação do Pe. João Felgueiras nesse território há quase meio século, mexe em particular com os taipenses.

Alertados por um familiar da inauguração de uma escola que sempre foi o “sonho da vida” do padre que nasceu na Casa da Seara, entramos em contacto com João Felgueiras que, apesar do estado débil também muito próprio de uma pessoa com 95 anos, nos deu conta da sua felicidade por ver inaugurado um espaço escolar com as devidas condições, que se dedicará à educação desde o 1.º ciclo até ao 3.º ciclo em língua portuguesa.

No final da conversa mantida via email, o Pe. João Felgueiras pediu para que fosse entregue um “grande abraço” ao povo das Taipas. Está entregue.

A Câmara Municipal de Guimarães adjudicou a construção da nova EB 2,3 de Caldas das Taipas, na reunião do executivo de 16 de fevereiro. Sem dúvida uma grande notícia para todo o território da área de influência desta escola e mais concretamente para os taipenses. Este meio passará a ter escolas desde o 1.º ciclo até ao secundário, com excelentes condições. Se pensarmos que num raio de uma dezena de quilómetros temos uma das melhores universidades do país, podemos dizer que vivemos num local privilegiado ao nível da educação.

Como também já escrevi, não sei se não seria uma boa altura de se proceder a um estudo de reordenação de toda a oferta educativa nesta região.

Deu-se mais um passo no caminho da requalificação do centro da vila de Caldas das Taipas. A implementação do projeto apresentado a 3 de fevereiro irá exigir, certamente, alterações na forma como vemos e vivemos o espaço público. Apesar de se compreenderem os receios dos comerciantes, principalmente ao nível do estacionamento, somos daqueles que acreditam que a concretizar-se o que foi projetado, a vila ganhará um centro cívico diferenciador, de qualidade, que lhe vai permitir afirmar-se no contexto concelhio.

Sabemos que se trata de uma obra que vai claramente ultrapassar o atual mandato dos detentores do poder político. Esperemos que o resultado das próximas eleições autárquicas, independentemente dos vencedores, não provoque um retrocesso nesta questão.