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Caldas das Taipas: A (des)propósito XXXVI – Taipas no mapa de Portugal e antes ainda da fundação nacional
Sábado, Setembro 19, 2020

As Taipas para figurar no mapa de Portugal não precisou sequer da fundação nacional, ao contrário da generalidade das suas localidades.

É sabido da sua existência antes ainda do nascimento de Cristo, pela sua proximidade da Citânia de Briteiros e do Castro de Sabroso donde descende o povo brácaro.

São evidentes as ruínas romanas das suas termas, que Pereira Caldas descreve na sua obra, que também e pormenorizadamente as desenhou e aqui neste jornal já o transpus, agora que se aproxima a requalificação do sítio por iniciativa da Câmara, certamente as colocará visitáveis, como mandam as boas regras de Requalificação, no seu acompanhamento arqueológico, pese embora não tenha encontrado, ao contrário do que sucede nas obras da cidade de Guimarães nenhuma alusão à sua contratação pública específica dos seus trabalhos. Cumprindo o que recomendei no âmbito da discussão público do ARU à câmara municipal, o Estudo geológico ao subsolo do terreno a intervencionar, conquanto se crê que debaixo dele, existam ruínas romanas, que, a acontecer devam ser protegidas e preservadas.

E, desde logo a locação no centro cívico duma construção revestido a taipa, demonstrando os materiais de construção civil do tempo da romanização, a taipa, para assim, todos os residentes e os nossos visitantes perceberem da razão do nosso nome, que é Caldas das Taipas

Por diversas vezes já fiz alusão a estas ruínas de rara beleza que depois do trabalho arqueológico, muito contribuirá para o seu já vasto património monumental e valorização de Caldas das Taipas, designadamente fi-lo também junto do Instituto Português do Património Arquitectónico, como da municipalidade, a par da Taipas Turitermas.

A imagem que hoje decido mostrar, serve para se perceber que no mapa administrativo moderno, Carta de Portugal de 1925, muito antes da sua elevação a vila, Taipas é a única localidade que figura no eixo Braga-Guimarães e Póvoa de Lanhoso-Famalicão. Daqui se percebe que as freguesias à sua volta se revêm como sua parte integrante, como veio a acontecer na componente da classificação dos seus 5 Monumentos Nacionais, da turística, da segurança, da defesa, na saúde, do ensino, do comércio, dos serviços e na indústria, como CAPITAL DA CUTELARIA, por mais que se queira escamotear.

Grândola, 27 de Agosto do ano de 2020